
A
história se passa três anos depois do primeiro filme e Mike (Channing Tatum)
agora vive de sua empresa de móveis customizados, mas quando seus amigos lhe
avisam que Dallas (Matthew McConaughey) e Kid (Alex Pettyfer) foram para a
China e lhe convidam para uma última turnê rumo a uma convenção de strippers,
Mike decide cair na estrada com os remanescentes "Reis de Tampa" para
tentar resolver suas angústias pessoais.
O
uso do formato de "road movie" simplifica a narrativa e
elimina a necessidade de um arco dramático mais centralizado e definido, já que
passamos a acompanhar os percalços da trupe para chegar na referida convenção,
facilitando o encadeamento das performances de dança, já que a cada parada há
uma ou mais danças. Não que isso signifique que os personagens fiquem em
segundo plano, na verdade é um pouco do contrário. Se o primeiro filme era focado
quase que inteiramente em Mike e Kid, esse dá mais destaque ao restante do
grupo, o que é ótimo, visto que Kid, com a atuação apática e caricatural de
Pettyfer, era o menos interessante do grupo de dançarinos.
Tudo
bem que nenhum deles se revela como indivíduos complexos e exibem motivações
simples e clichês, como abrir um negócio ou encontrar um relacionamento, mas os
personagens são bem defendidos por seus atores, como a cena em que Tarzan
(Kevin Nash) diz que teria largado sem problemas seu estilo de vida para ter
uma esposa e filhos, mas que seu tempo passou e agora é tarde demais para
formar uma família e, apesar de bater em teclas familiares, o ator consegue nos
convencer da verdade de sua tristeza e amargura. Do mesmo modo, os atores estabelecem um clima
genuíno de camaradagem entre os personagens, estabelecendo de modo crível os
laços que unem esse grupo de desajustados. Além dos mesmos dançarinos, temos a
adição de Rome (Jada Pinkett Smith), que entra no lugar de Dallas como mestre
de cerimônias do show, e Smith traz a intensidade e malemolência que se espera
de alguém como Rome.
Claro
que nada disso adiantaria se as danças não funcionassem, já que o filme aposta
todas as suas fichas nessas cenas (inclusive sacrificando a narrativa, como foi
dito anteriormente), mas elas são bem realizadas, bem coreografadas e cheias de
energia. Algumas delas inclusive são surpreendentemente hilárias como aquela em
que Richie Bem Dotado (Joe Mangianello) dança em uma loja de conveniência ou o
momento em que o sisudo Tarzan tenta dançar Vogue
de Madonna.
Deste
modo, mesmo sendo superficial e lotado de clichês, Magic Mike XXL acerta ao não se levar a sério e focar nos seus
números de dança e na amizade dos protagonistas.
Nota:
6/10
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