sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Crítica – Na Zona Cinzenta

 

Análise Crítica – Na Zona Cinzenta

Review – Na Zona Cinzenta
Impressionante como o diretor Guy Richie parece ter esquecido o que tornava seus filmes interessantes. Produções como Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998) ou Snatch: Porcos e Diamantes (2000) eram repletos de personagens, de espaços e figuras pitorescas, cuja excentricidade fazia tudo parecer descolado. Este Na Zona Cinzenta é o inverso, ele tenta ser descolado sem exibir qualquer senso de personalidade.

Dinheiro sujo

A figura central da trama é Rachel Wild (Eiza Gonzalez), uma advogada especializada em recuperar dinheiro para grandes bancos e empresas, operando tanto dentro quanto fora da legalidade (daí o título do filme). Ela é contratada por um banco para reaver uma grande quantia que sumiu nas mãos de um bilionário espanhol, Manny Salazar (Carlos Bardem). Para isso ela emprega os mercenários Sid (Henry Cavill) e Bronco (Jake Gyllenhaal) para sabotarem as operações de Salazar enquanto usa a lei para congelar as finanças dele.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Crítica – O Convite (2026)

 

Análise Crítica – O Convite (2026)

Review – O Convite (2026)
A atriz Olivia Wilde teve uma estreia promissora como diretora no bacana Fora de Série (2019), mas decepcionou em seu filme seguinte com o fraco Não Se Preocupe, Querida (2022). Agora ela chega em seu terceiro longa neste O Convite e entrega o que pode ser o seu melhor trabalho atrás das câmeras.

Cenas de um casamento

O casamento de Angela (Olivia Wilde) e Joe (Seth Rogen, que trabalhou com Wilde na série O Estúdio) está por um fio. Eles mal conversam, não fazem sexo, discutem constantemente e tudo na relação deles soa protocolar. Um dia Joe chega do trabalho e descobre que Angela convidou os vizinhos de cima para um jantar para agradecer a paciência deles com o barulho da reforma. Joe não está disposto a receber ninguém, mas pensa que pode ser uma oportunidade de questionar os vizinhos pelo barulho constante à noite do que parecem ser longas sessões de sexo. Quando o casal vizinho Pina (Penelope Cruz) e Hawk (Edward Norton) chega eles encontram um clima constrangedor já que Angela e Joe estavam no meio de uma briga. Ainda assim tentam seguir com a noite que se desdobra em constrangimentos e tensões conforme os dois casais passam a se conhecer melhor.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Crítica – Predators

 

Análise Crítica – Predators

Review  – Predators
No início dos anos 2000 o jornalista Chris Hansen ficou famoso com o programa To Catch a Predator. Nele, atores se passavam por adolescentes e entravam online para conversar com pessoas reais que se interessariam por ter contato sexual com menores de idade, marcavam encontros com essas pessoas que eram então surpreendidas por Hansen, que apresentava o histórico das conversas e trazia a polícia para prender os sujeitos. Ao mesmo tempo em que o programa chamou atenção para os perigos de deixar menores soltos na internet, o programa também é questionado por seus métodos e como busca mais sensacionalismo do que transformação. O documentário Predators, que chegou no Brasil via Paramount+, vai justamente questionar o legado do programa

Investigação espetacularizada

O filme abre com cenas de um dos programas de Hansen, com câmera dividida mostrando a atriz recebendo o investigado numa casa vazia, já seus pais estariam viajando, enquanto outras câmeras mostram Hansen se preparando em outro cômodo e a polícia esperando do lado de fora. Quando Hansen entra em cena, é visível que o interesse não é questionar ou ouvir o investigado, é desmoralizar o sujeito. O investigado tenta ir embora e assim que sai da casa é cercado por dezenas de policiais.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Crítica – Jackass: O Último é o Melhor

 

Análise Crítica – Jackass: O Último é o Melhor

Review – Jackass: O Último é o Melhor
Há quase três décadas a trupe liderada por Johnny Knoxville testa os limites de seus corpos e do bom gosto na televisão e no cinema com Jackass. Agora próximo aos sessenta anos e sentindo o peso dos vários danos ao seu corpo, Knoxville apresenta esse Jackass: O Último é o Melhor como a derradeira obra do grupo, embora venha dizendo isso faz uns dois ou três filmes.

Tempo perdido

Embora venha há tempos dizendo que seu próximo trabalho será o último, aqui o tom é mais de desfecho que qualquer outro Jackass. O filme apresenta vários momentos de introspecção de Knoxville e sua trupe na qual ponderam sobre o percurso até aqui, as maluquices que fizeram e todo o dano que já sofreram. São momentos que oferecem respiros ao caos e escatologia típicos do grupo e permitem lançar outra luz sobre eles, na qual eles conversam sobre envelhecimento, os limites do corpo e até o próprio legado. Esses momentos poderiam ser o principal elemento do filme, mas não são aproveitados como deveriam, com a câmera rapidamente cortando quando alguém se emociona ou não dando muito espaço para algumas questões que são abordadas de maneira muito passageira, como o falecimento de Ryan Dunn ou os problemas que alguns membros do grupo, como Steve-O tiveram ao longo dos anos.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Crítica – Soulm8te

 

Análise Crítica – Soulm8te


Review – Soulm8te
Quando escrevi sobre Submissão (2024) mencionei que era basicamente M3gan (2022), mas com uma robô sexual ao invés de uma robô criança. Aparentemente os produtores da franquia M3gan se deram conta da oportunidade e criaram Soulm8te, um derivado que é justamente a história de uma “robô acompanhante” que, como Megan, sai matando pessoas.

Amores artificiais

A narrativa é protagonizada por David (David Rysdahl) um programador viúvo e solitário que passa seus dias trabalhando e conversando com sua assistente virtual. Quando sua empresa se prepara para lançar uma “robô acompanhante” que usaria os dados das assistentes virtuais para moldar suas personalidades, David resolve testar a nova criação. Ele recebe em casa o protótipo que nomeia como Sara (Lily Sullivan), mas se frustra com o quão limitada e pouco espontânea é sua personalidade. Ele decide mexer na programação dela para tirar certos limitadores e fazê-la parecer mais humana. Obviamente a mudança deixa Sara livre para fazer o que bem entende e rejeitar a programação, criando problemas.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Crítica – Psycho Killer: Em Busca do Assassino

 

Análise Crítica – Psycho Killer: Em Busca do Assassino

Review – Psycho Killer: Em Busca do Assassino
Em alguns momentos me surpreendo com a capacidade de alguns filmes em serem ruins. Psycho Killer: Em Busca do Assassino é uma típica história de serial killer e de uma policial no seu encalço. É uma fórmula consolidada. A essa altura todo mundo tem alguma ideia do que faz uma história dessas funcionar e ainda assim esse filme falha em absolutamente tudo que tenta.

Assassino em fuga

A trama é protagonizada pela policial Jane (Georgina Campbell, do bacana Noites Brutais) que sai no encalço do assassino Slasher (James Preston Rogers) depois que ele mata seu marido, que também é policial. É um fiapo de roteiro que deveria servir para justificar perseguições e mortes, mas nem isso é bem executado.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Crítica – Coyote vs ACME

 

Análise Crítica – Coyote vs ACME

Review – Coyote vs ACME
É difícil não pensar na máxima “a vida imita a arte” ao assistir Coyote vs ACME. O filme fala sobre ganância corporativa e a dificuldade de enfrentar uma mega corporação para que ela seja finalmente responsabilizada pela sua negligência e desmandos. Pois para chegar aos cinemas o filme precisou enfrentar ganância corporativa e viu a dificuldade de enfrentar uma mega corporação que não quer ter responsabilidade pelas suas ações. A Warner, que produziu o filme, queria engavetar a produção e nunca lançá-la, trancando-a em seu cofre para receber descontos em impostos da mesma forma que fez com o filme da Batgirl e a continuação de Scooby! (2020).

Diferente dos outros dois, que não tinham completado pós-produção quando foram engavetados, Coyote vs ACME estava finalizado quando a Warner decidiu cancelá-lo, o que tornou a decisão ainda mais revoltante. Os envolvidos com o filme se mobilizaram para tentar salvá-lo e o que se seguiu foi uma batalha de quase um ano para conseguir uma distribuidora para comprar o filme e durante o processo a Warner adotou uma posição de dificultar as negociações, pedindo valores altíssimos e recusando contraofertas. Com muito esforço e mobilização a Ketchup Entertainment (que já tinha comprado os direitos do longa animado Looney Tunes O Filme: O Dia Que a Terra Explodiu) conseguiu adquirir os direitos de distribuição e o filme finalmente chega aos cinemas depois de enfrentar poderes corporativos tão vilanescos quanto os que o Coiote enfrenta na trama.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Crítica – Minhas Aventuras com o Superman: Terceira Temporada

 

Análise Crítica – Minhas Aventuras com o Superman: Terceira Temporada

Review – Minhas Aventuras com o Superman: Terceira Temporada
Dois anos depois da segunda temporada, Minhas Aventuras com o Superman finalmente ganha uma terceira temporada. Considerando que a segunda temporada saiu no ano seguinte à primeira, a expectativa era de manter o ritmo. Ao menos a espera valeu à pena e esse terceiro ano entrega uma releitura interessante do arco da morte e retorno do Superman.

Reino dos Supermen

Depois da crise com Brainiac, Clark e Kara agora trabalham juntos como heróis. Com a população do seu lado, Clark começa a pensar em seu futuro com Lois, mas a perspectiva de casar faz a jornalista pensar sobre os planos que tinha para o futuro e para sua carreira. Enquanto isso, Lex pensa em novas maneiras de fazer o público temer o Superman. Sua ideia é criar seu próprio herói e para isso recorre ao militar Hank Henshaw que foi gravemente ferido no confronto com Brainiac. Luthor transforma Henshaw em um Superman ciborgue, mas tem dificuldade de mantê-lo sob controle.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Drops – Missão Refúgio

 

Análise – Missão Refúgio

Review – Missão Refúgio
Quando eu vejo um filme de ação estrelado por Jason Statham tenho expectativas claras do que esperar. Missão Refúgio sabe disso e conhece seu público, entregando algo que se conforma exatamente ao que se espera dele embora não consiga executar bem esses elementos familiares.

Agente oculto

A trama é protagonizada por Mason (Jason Statham), que vive sozinho em uma pequena ilha na costa da Escócia. Seu único contato com o mundo é o sujeito que leva de barco mantimentos para ele junto da sobrinha, Jessie (Bodhi Rae Breathnach). Durante uma tempestade o barco naufraga e apenas Jessie sobrevive, Mason traz a garota para a ilha consigo, mas seu rosto foi capturado por um sistema de vigilância e reconhecido como terrorista. As autoridades, lideradas por Roberta (Naomi Ackie), despacham uma equipe para eliminá-lo. Agora Mason precisa sobreviver e encontrar quem o incriminou.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Crítica – X-Men 97: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – X-Men 97: Segunda Temporada

Review – X-Men 97: Segunda Temporada
Depois de uma excelente primeira temporada que entregava a melhor produção audiovisual dos X-Men em décadas, X-Men 97 retorna para seu segundo ano depois de algumas controvérsias envolvendo o showrunner Beau DeMayo e sua eventual demissão, com esse segundo ano ainda sendo parte dos episódios que DeMayo planejou e deixou escritos. A nova temporada divide a equipe e foca no vilão Apocalipse, mas o resultado não tem a mesma força que o ano anterior.

Heróis através do tempo

No final da primeira temporada uma parte da equipe, como Magneto, Xavier e Fera foram parar no antigo Egito onde conheceram En Sabah Nur, o mutante que viraria Apocalipse. Outra parte da equipe, como Ciclope e Jean, vão parar num futuro em que que Apocalipse controla tudo, com os heróis tendo que preparar um jovem Cable para liderar a resistência contra ele. Enquanto isso, no presente dos anos 90, Bishop e Forge tentam trazer de volta as duas equipes e um já adulto Cable recruta mutantes para dar cabo dos cavaleiros de Apocalipse.