Sinto que desde que chamou
atenção com o ótimo
Narc (2002), o
diretor Joe Carnahan nunca mais fez algo no mesmo nível, variando entre algumas
coisas divertidas, mas pouco memoráveis, como seu
reboot de
Esquadrão Classe A (2010),
ou péssimas, como pavoroso
Shadow Force: Sentença de Morte (2025). Talvez por conta disso fui assistir esse
Dinheiro Suspeito, produzido pela
Netflix, esperando mais um chorume genérico de
streaming, no entanto, o resultado é um sólido
thriller e o melhor trabalho de Carnahan em muito tempo.
A cor do dinheiro
A narrativa é levemente baseada
na história real de agentes de Narcóticos da Flórida que encontraram mais de
vinte milhões de dinheiro de tráfico de drogas guardado em uma casa. Aqui a
trama é protagonizada por Dane (Matt Damon), o segundo no comando de sua
unidade que assume a liderança depois que sua capitã, Jackie (Lina Esco), é
assassinada em uma emboscada ainda não investigada. Dane leva sua unidade a uma
casa nos subúrbios depois de supostamente receber uma denúncia de que o local
guardava dinheiro dos cartéis. Chegando lá, a única habitante é Desi (Sasha
Calle, a Supergirl de Flash) que diz
não saber nada do dinheiro. Investigando o local, descobrem ainda mais dinheiro
do que a denúncia inicial sugeria e logo eles sabem que virarão alvos. Dane
decide seguir o protocolo de contar o dinheiro no local e depois chamar o
comando para vir pegá-los, mas o tempo para contar tanto dinheiro significa
mais tempo para as coisas darem errado, seja em termos dos donos do dinheiro
aparecerem, seja porque os membros da unidade podem se interessar em ficar com
parte do valor.