sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Crítica – A Morte de Robin Hood

 

Análise Crítica – A Morte de Robin Hood

Review – A Morte de Robin Hood
Muitas histórias já foram contadas sobre Robin Hood. Algumas com um viés de fantasia, outras buscando algum realismo histórico, mas a grande maioria delas retratava Robin como uma figura heroica que combatia injustiças e ajudava os pobres. A Morte de Robin Hood, por sua vez, tenta ver o que há por trás desse mito e como uma vida à margem da lei provavelmente faria de Robin Hood um alvo constante e o obrigaria a deixar uma trilha de corpos por onde quer que passasse.

Marcas da violência

A trama mostra um Robin (Hugh Jackman) já velho, vivendo isolado e sendo alvo de constantes ataques de pessoas tentando se vingar pela morte de seus entes queridos. Um dia ele é procurando pelo seu antigo parceiro, que agora atende pelo nome de Edward (Bill Skarsgard), que pede ajuda a Robin para repelir um ataque feito à propriedade em que vive por pessoas buscando vingança pelo passado deles. Robin ajuda, mas tudo dá errado e ele termina gravemente ferido, acordando numa ilha sob controle da freira Brigid (Jodie Comer, de Killing Eve) que usa o local como um espaço de cura e recuperação. Enquanto se recupera, Robin teme que descubram sua identidade e que venham atrás dele.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Drops – A Maravilhosa Árvore Encantada

 

Crítica – A Maravilhosa Árvore Encantada

Review – A Maravilhosa Árvore Encantada
Adaptando o livro infantil escrito por Enid Blyton, A Maravilhosa Árvore Encantada é uma fábula sobre infância e o poder da imaginação. Em um contexto no qual crianças passam boa parte do tempo em dispositivos eletrônicos e não se conectam com o mundo a sua volta, a narrativa lembra do quanto é importante imaginar e exercitar o lúdico.

Campo dos sonhos

A narrativa é centrada na família Thompson. Quando Polly (Claire Foy) perde o emprego, tendo que sair da casa dada pela empresa, ela e o marido, Tim (Andrew Garfield), decidem perseguir um sonho antigo e se mudam para o campo. Seus três filhos não gostam muito, já que vão ficar longe de tudo e sem internet. A caçula, Fran (Billie Gladsdon), descobre uma árvore mágica em um bosque próximo. A árvore é habitada por fadas, elfos e vários outros seres fantásticos que habitam diferentes reinos contidos na árvore. Fran logo chama os irmãos e eles se envolvem em grandes aventuras.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Crítica – Mayday

 

Análise Crítica – Mayday

Review – Mayday
Estrelado por Ryan Reynolds e Kenneth Branagh, Mayday é uma comédia de ação nos moldes de Máquina Mortífera (1987) ao apresentar uma dupla de protagonistas com personalidades opostas que precisam sobreviver a uma ameaça. Ele tenta falar sobre outras coisas ao situar sua trama no final da Guerra Fria, mas isso não leva a nada muito interessante.

Atrás das linhas inimigas

A narrativa se passa em 1987. O piloto Troy é designado para uma aeronave espiã em uma missão de voo sobre a União Soviética, mas quando seu avião é abatido, ele precisa dar um jeito de sair do país antes de ser capturado pela KGB. Ele é encontrado por Nikolai (Kenneth Branagh), um ex-agente soviético que convenientemente adora os Estados Unidos. Em troca de asilo político Nikolai aceita ajudar Troy a escapar, mas com uma condição, a de que levem junto a filha dele, Anna (Maria Bakalova), que mora em Moscou.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Drops – Código: Vingança

 

Análise – Código: Vingança

Review – Código: Vingança
Quando Duro de Matar (1988) estreou seu sucesso gerou uma onda de imitadores. Passageiro 57 (1992) era Duro de Matar em um avião. A Força em Alerta (1992) era Duro de Matar em um navio. Velocidade Máxima (1994) era Duro de Matar em um ônibus e daí em diante. Isso continua até hoje com Código: Vingança, novo filme de ação estrelado pelo Jason Statham, sendo mais um Duro de Matar em um navio.

Motim brutal

Statham interpreta Cole, um ex-militar que se tornou segurança de um poderoso empresário na Tailândia e o tem como uma figura paterna. Quando seu protegido é morto em um ataque do qual Cole é o único sobrevivente, ele decide buscar os culpados, o que o leva até um navio cheio de pessoas sendo traficadas protegidas por mercenários. Seu único auxílio é a terceira imediata Ellis (Annabelle Wallis, de Maligno) e agora ele precisa enfrentar todos no navio e sobreviver.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Crítica – O Homem Que Sussurra

 

Análise Crítica – O Homem Que Sussurra

Review – O Homem Que Sussurra
É fácil ver as várias referências que O Homem Que Sussurra costura em sua narrativa, misturando uma estrutura similar à de O Silêncio dos Inocentes (1991), com um detetive precisando a ajuda de perigoso assassino preso para deter um serial killer, uma criança que vê pessoas que ninguém mais vê como em O Sexto Sentido (1999). Um criminoso que sequestra crianças e deixa vozes gravadas com em O Telefone Preto (2021) e daí por diante. Embora traga elementos consagrados do suspense e das narrativas policiais, o filme não faz nada interessante com isso.

Pecados dos pais

A narrativa acompanha Tom (Adam Scott, de Ruptura) um escritor de romances policiais que recentemente ficou viúvo e se mudou com o filho, Jake (Acston Luca Porto) para uma pequena cidade. Quando o garoto é sequestrado a polícia vê semelhanças com uma onda de crimes similares de décadas atrás. Apesar da detetive Beck (Michelle Monaghan) ver as semelhanças, seus colegas não creem na conexão. Ela procura o detetive aposentado Peter (Robert De Niro), que convenientemente é o pai de Tom, para ajudar na investigação. Peter supõe que o assassino que prendeu anos atrás, Frank (Michael Keaton), deve ter se comunicado com o novo assassino e tenta fazer Frank falar. Enquanto isso, Beck e Tom correm contra o tempo para tentar encontrar Jake.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Crítica – Não Deseje Boa Sorte

 

Análise Crítica – Não Deseje Boa Sorte

Review – Não Deseje Boa Sorte
Depois que Você Não Tá Convidada pro Meu Bat Mitzvá (2023) mostrou que a filha caçula do Adam Sandler conseguia segurar um longa como protagonista, a Happy Madison, produtora de Sandler, a coloca a frente de mais um filme neste Não Deseje Boa Sorte, que vai mais para o drama do que para a comédia.

Amadurecimento forçado

A narrativa é protagonizada por Sophie (Sunny Sandler) que tenta entrar para o elenco do musical da escola e se surpreende ao conseguir o papel de protagonista. Enquanto lida com o senso de inadequação ao não se sentir boa o suficiente para ser a principal, Sophie acidentalmente descobre que sua mãe, Elizabeth (Melanie Lynskey), está com um câncer severo. Agora a garota precisa lidar com as pressões do colégio e a perspectiva de perder a mãe.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Crítica – Não Existe Almoço Grátis

 

Análise Crítica – Não Existe Almoço Grátis

Review – Não Existe Almoço Grátis
Acompanhando o funcionamento da cozinha solidária do MTST, o documentário Não Existe Almoço Grátis narra as histórias das mulheres responsáveis por ela e também pelo modo como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto constrói um senso de cooperação e coletividade com seus membros.

Alimentação coletiva

O documentário foca em três mulheres responsáveis pela cozinha solidária do MTST na periferia de Brasília: Socorro, Jurailde e Bizza. Acompanhamos o cotidiano delas na cozinha enquanto se preparam para servir um número grande de pessoas no dia da posse de Lula em janeiro de 2023. Somado ao cotidiano na cozinha e da preparação para o evento, o documentário conta as histórias pessoais dessas mulheres e também das tensões em Brasília por conta de movimentos golpistas que não aceitavam o resultado das eleições de 2022.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Crítica – Pressão

 

Análise Crítica – Pressão

Review – Pressão
Inúmeras histórias reais sobre a Segunda Guerra Mundial já foram contadas. Talvez pela vastidão de histórias contadas, algumas soam menos interessantes. Esse é o caso de Pressão, que acompanha os meteorologistas responsáveis por fazer a previsão do tempo para o Dia D e contribuíram para o sucesso da invasão da Normandia.

Tempo fechado

A narrativa conta a história real do britânico James Stagg (Andrew Scott), meteorologista convocado para ajudar os aliados a planejar o ataque do Dia D. Faltando três dias para o ataque, Stagg crê que o dia previsto será de tempestade, mas o meteorologista do exército dos Estados Unidos, Irving Krick (Chris Messina), crê que será de tempo aberto. Com o tempo contra eles, o general Eisenhower (Brendan Fraser) os pressiona a ter certeza.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Crítica – Na Zona Cinzenta

 

Análise Crítica – Na Zona Cinzenta

Review – Na Zona Cinzenta
Impressionante como o diretor Guy Richie parece ter esquecido o que tornava seus filmes interessantes. Produções como Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998) ou Snatch: Porcos e Diamantes (2000) eram repletos de personagens, de espaços e figuras pitorescas, cuja excentricidade fazia tudo parecer descolado. Este Na Zona Cinzenta é o inverso, ele tenta ser descolado sem exibir qualquer senso de personalidade.

Dinheiro sujo

A figura central da trama é Rachel Wild (Eiza Gonzalez), uma advogada especializada em recuperar dinheiro para grandes bancos e empresas, operando tanto dentro quanto fora da legalidade (daí o título do filme). Ela é contratada por um banco para reaver uma grande quantia que sumiu nas mãos de um bilionário espanhol, Manny Salazar (Carlos Bardem). Para isso ela emprega os mercenários Sid (Henry Cavill) e Bronco (Jake Gyllenhaal) para sabotarem as operações de Salazar enquanto usa a lei para congelar as finanças dele.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Crítica – O Convite (2026)

 

Análise Crítica – O Convite (2026)

Review – O Convite (2026)
A atriz Olivia Wilde teve uma estreia promissora como diretora no bacana Fora de Série (2019), mas decepcionou em seu filme seguinte com o fraco Não Se Preocupe, Querida (2022). Agora ela chega em seu terceiro longa neste O Convite e entrega o que pode ser o seu melhor trabalho atrás das câmeras.

Cenas de um casamento

O casamento de Angela (Olivia Wilde) e Joe (Seth Rogen, que trabalhou com Wilde na série O Estúdio) está por um fio. Eles mal conversam, não fazem sexo, discutem constantemente e tudo na relação deles soa protocolar. Um dia Joe chega do trabalho e descobre que Angela convidou os vizinhos de cima para um jantar para agradecer a paciência deles com o barulho da reforma. Joe não está disposto a receber ninguém, mas pensa que pode ser uma oportunidade de questionar os vizinhos pelo barulho constante à noite do que parecem ser longas sessões de sexo. Quando o casal vizinho Pina (Penelope Cruz) e Hawk (Edward Norton) chega eles encontram um clima constrangedor já que Angela e Joe estavam no meio de uma briga. Ainda assim tentam seguir com a noite que se desdobra em constrangimentos e tensões conforme os dois casais passam a se conhecer melhor.