quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Crítica – Medley

 

Análise Crítica – Medley

Review – Medley
Histórias sobre adolescentes em jornadas de amadurecimento são comuns no cinema hollywoodiano, mas no cinema brasileiro esses tipos de produção são menos presentes embora estejam aparecendo mais nos últimos anos. Medley, adaptação de um romance de Keka Reis, é a mais nova produção nacional desse tipo.

Braçadas bruscas

A narrativa se passa no interior do Rio de Janeiro na década de 90. Lola (Mel Maia) é uma jovem nadadora que vai passar as férias na casa de um tio. Chegando lá descobre que o tio teve que viajar e decide ficar sozinha na casa dele por conta da relação complicada que tem com a mãe (Mariana Lima). Ela acaba se apaixonando por um garoto local e entra para o combalido time de natação da cidade, mas ao começar a aprender nado borboleta para uma competição, ela desbloqueia memórias de infância com o pai com quem nunca teve contato.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Crítica – Cartório das Almas

 

Análise Crítica – Cartório das Almas

Review – Cartório das Almas
Nem toda premissa narrativa cabe em todos os formatos. Algumas ideias podem ser expandidas em narrativas longas enquanto outras talvez fiquem melhor em formatos mais breves. Digo isso porque Cartório das Almas parte de uma premissa interessante para investigar nossa relação com a morte e finitude da vida, mas não consegue sustentar tudo ao longo da duração de sua narrativa.

Quem quer viver para sempre?

A trama é protagonizada por Laura (Gabriela Correa) uma “jovem” de 126 anos em um mundo no qual as pessoas vivem eternamente. Ela se candidata para trabalhar no cartório das almas, um lugar onde as pessoas podem pedir para renunciar sua eternidade. Conforme vai conhecendo as histórias das pessoas que abrem mão da imortalidade, ela questiona sua própria existência.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Crítica – O Bosque Selvagem

 

Análise Crítica – O Bosque Selvagem

Especializado em animações stop motion como Coraline e o Mundo Secreto (2009), o estúdio Laika tem em O Bosque Selvagem seu projeto mais ambicioso. É um épico de fantasia, com mais de duas horas de duração, minutagem incomum para um longa em stop motion, cujas produções normalmente ficam entre oitenta e noventa minutos justamente por conta do quão trabalhoso é o processo. São ambições altas e o produto final mais do que corresponde a elas.

Reino escondido

A trama é centrada na garota Prue, cujos pais a deixam responsável por cuidar do irmão menor, o bebê Mac, em um dia em que estão ocupados. Os pais de Prue advertem que ela não pode sair de casa com o bebê, que é muito perigoso e que forças ocultas estão atrás dele. Prue desconsidera as advertências dos pais, achando que eles só querem assustá-la, mas ao sair com o irmão eles são atacados por um bando de aves que carrega o bebê. Ela os persegue em sua bicicleta até uma floresta próxima e se vê em um reino escondido com humanos e animais falantes preso em um longo ciclo de guerra entre as várias regiões que compõem o lugar.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Drops – Moana (2026)

 

Análise Crítica – Moana (2026)

Review – Moana (2026)
A animação Moana: Um Mar de Aventuras (2016) mal fez dez anos agora em 2026, então qual a necessidade de fazer um remake em live action dele? Não há nada que tenha envelhecido mal ou que precise de atualização. A impressão é que a Disney viu que esse tipo de produção estava dando dinheiro (vide os bilhões do live action de Lilo & Stitch) e resolveu fazer uma nova versão dele. O resultado é um filme tão igual ao original que nunca justifica a própria existência.

Mar morto

A trama é a mesma da animação Moana (Catherine Laga’aia) é uma garota que cresce fascinada com o mar, mas é proibida de seus pais de navegar. Quando uma calamidade atinge sua ilha, ela decide partir em uma jornada para encontrar o semideus Maui (Dwayne “The Rock” Johnson) e restaurar coração da deusa Te Fiti.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Crítica – Cara-de-Barro

 

Análise Crítica – Cara-de-Barro

Fiquei receoso com o anúncio de um filme solo do Cara-de-Barro. Temi que o resultado fosse algo do mesmo nível abissal que as produções da Sony com os vilões do Homem-Aranha a exemplo de Morbius (2022). As primeiras informações e o trailer que dava a entender que a trama seria similar à origem do vilão na série animada do Batman dos anos 90 faziam as coisas parecerem promissoras, embora ainda assim estivesse com o pé atrás.

Escorregando na lama

A narrativa se passa dentro da continuidade estabelecida do atual universo DC nos cinemas, com a versão do Cara-de-Barro apresentada aqui sendo a mesma que apareceu na série do Comando das Criaturas. O protagonista é Matt Hagen (Tom Rhys Harries), um ator em ascensão que acabou de ser indicado ao Oscar. Ao se envolver com Mia (Joana Ribeiro), a namorada do mafioso Szabo (David Dencik), Matt é atacado por ele e tem o rosto desfigurado, sendo também é falsamente acusado de abuso por Mia, destruindo sua reputação junto com sua aparência. Matt perde tudo e é abandonado pelos amigos e empresários. Ele vê uma chance de se recuperar ao descobrir uma terapia celular sendo desenvolvida pela cientista Caitlyn (Naomi Ackie), convencendo ela a usá-lo como cobaia. Inicialmente a experiência restaura o rosto de Hagen, mas ele logo descobre efeitos colaterais.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Crítica – Anniversary: Mudança Radical

 

Crítica – Anniversary: Mudança Radical

Review – Anniversary: Mudança Radical
Como chegamos a esse ponto em que vários países vivem um momento de ascensão da extrema-direita? Não é como se não houvessem sinais, mas durante muito tempo eles foram ignorados ou não foram levados a sério como uma verdadeira ameaça. Anniversary: Mudança Radical pondera exatamente sobre como o fascismo cozinha as pessoas em banho maria até ser tarde demais.

Divisão familiar

A trama é focada em Ellen (Diane Lane) uma professora universitária casada com Paul (Kyle Chandler, de Lanternas). No aniversário de 25 anos de casados, seu filho caçula, Josh (Dylan O’Brien), chega em casa com a nova namorada Elizabeth (Phoebe Dyvenor). Liz foi aluna de Ellen e nesse período defendeu ideias fascistas de unir o país ao adotar um sistema de partido único e ejetando a maioria das garantias democráticas. Ellen fica assustada com alguém assim estar tão próxima do filho, principalmente por Liz parecer interessada em usar os contatos de Josh no universo editorial para publicar suas ideias. O tempo passa e o livro de Liz é publicado, se tornando um sucesso e ganhando seguidores.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Crítica – A Queda 2: No Limite

 

Análise Crítica – A Queda 2: No Limite

Review – A Queda 2: No Limite
Quando assisti A Queda (2022) não saí pensando que era algo que merecia uma continuação. Era um suspense tolerável que acertava no sentimento de tensão e vertigem enquanto acompanhava sua protagonista presa em uma antiga torre de transmissão. A continuação traz novos protagonistas, mas falha em apresentar qualquer coisa mais interessante que o primeiro.

Escalada do caos

A trama é centrada em Jax (Harriet Slater), irmã da influencer Shiloh (Virginia Gardner) que morreu no primeiro filme. Ela ainda lida com o luto da irmã e com uma pontada de ressentimento por Shiloh sempre ter valorizado mais a amizade com Becky (Grace Caroline Curry), a sobrevivente do filme anterior, do que a relação com a irmã. Quando Jax recebe o carro que era de Becky, inúmeras pessoas aparecem querendo comprar, mas Jax não quer entregar o carro para qualquer maluco que seguia a irmã dela e tinha uma relação parassocial com ela. As coisas mudam quando Jax é procurada por Luce (Arsema Thomas), colega de faculdade de Shiloh. Elas acham o diário de Shiloh no carro e veem que ela planejava escalar uma montanha na Tailândia por uma perigosa trilha que está proibida há anos. Luce propõe então que ela e Jax façam a expedição para honrar Shiloh, mas as coisas logicamente dão errado e as duas ficam presas na montanha durante uma tempestade.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Drops – Matchbox: O Filme

 

Crítica – Matchbox: O Filme

Review – Matchbox: O Filme
Com o sucesso de Barbie (2023) Hollywood como sempre aprendeu as lições erradas e entendeu que a alta bilheteria do filme se deu porque o público estava sedento por filmes baseados em brinquedos. Vários estúdios correram para dar sinal verde em projetos baseados envolvendo linha de brinquedos e este Matchbox: O Filme, que se baseia em uma linha de carrinhos de brinquedo, é um deles.

Brincadeira de gente grande

A trama gira em torno de Sean (John Cena), um agente da CIA que tem uma ogiva nuclear roubada dele durante uma missão. A agência suspeita que ele é um traidor e detem ele, bem como seus amigos de infância, as únicas pessoas com quem ele teve alguma conexão, para tentar forçá-lo a falar. Sean consegue fugir com os amigos e agora eles precisam descobrir o que aconteceu e provar a própria inocência. E os carrinhos Matchbox, onde entram na história? Bem, quando eles eram crianças se tornaram amigos por colecionarem esses carrinhos e é só isso, eles não fazem qualquer diferença.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Crítica – Sobrevivência

 

Análise Crítica – Sobrevivência

Review – Sobrevivência
Dirigido e estrelado por Ben Affleck, Sobrevivência é um thriller político que tenta falar de vários temas ao mesmo tempo e não chega a dar conta de tudo. Não é uma produção desprovida de méritos, no entanto, também não é algo que consegue satisfazer por conta de não conseguir acompanhar as ambições que tem para si.

Política de bastidores

A trama segue Mark (Ben Affleck), candidato a prefeito de Los Angeles. Ele usou quase todo seu dinheiro e ainda está um pouco atrás nas pesquisas, começando a pensar se vale a pena esgotar seus recursos para tentar vencer. Sua esposa, Abigail (Kerry Washington), está distante dele e tem um caso com um professor chamado Ron (Ray Fisher). As coisas se complicam na noite de Halloween quando Mark recebe uma ligação de seu filho foi sequestrado, pedindo um resgate de milhões que ele não tem. Seu coordenador de campanha, Sam (Steve Yeun), lhe coloca em contato Dayle (Gillian Anderson), uma poderosa figura que opera nos bastidores da política. Ela pode conseguir o dinheiro e aconselhar Mark, mas cobra um preço alto por isso.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Crítica – Tubarão de Guerra

 

Análise Crítica – Tubarão de Guerra

Review – Tubarão de Guerra
Fui assistir Tubarão de Guerra esperando uma podreira ao estilo “tão ruim que é bom”. Ultimamente produções desse tipo tem me decepcionado, entregando porcarias entediantes ao invés de algo trash divertido, mas felizmente esse aqui conseguiu encontrar o ponto de equilíbrio em ser ruim o bastante para ser engraçado.

Águas sangrentas

A narrativa se passa durante a Segunda Guerra Mundial, um grupo de soldados australianos no Oceano Pacífico ficam à deriva no mar depois que seu navio é destruído em um ataque aéreo japonês. Eles conseguem improvisar uma balsa com os escombros, mas sem comida, água e cercados por neblina as chances de sobreviverem são poucas. As coisas pioram quando eles percebem que um tubarão branco está cercando os destroços.