sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Crítica – Soulm8te

 

Análise Crítica – Soulm8te


Review – Soulm8te
Quando escrevi sobre Submissão (2024) mencionei que era basicamente M3gan (2022), mas com uma robô sexual ao invés de uma robô criança. Aparentemente os produtores da franquia M3gan se deram conta da oportunidade e criaram Soulm8te, um derivado que é justamente a história de uma “robô acompanhante” que, como Megan, sai matando pessoas.

Amores artificiais

A narrativa é protagonizada por David (David Rysdahl) um programador viúvo e solitário que passa seus dias trabalhando e conversando com sua assistente virtual. Quando sua empresa se prepara para lançar uma “robô acompanhante” que usaria os dados das assistentes virtuais para moldar suas personalidades, David resolve testar a nova criação. Ele recebe em casa o protótipo que nomeia como Sara (Lily Sullivan), mas se frustra com o quão limitada e pouco espontânea é sua personalidade. Ele decide mexer na programação dela para tirar certos limitadores e fazê-la parecer mais humana. Obviamente a mudança deixa Sara livre para fazer o que bem entende e rejeitar a programação, criando problemas.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Crítica – Psycho Killer: Em Busca do Assassino

 

Análise Crítica – Psycho Killer: Em Busca do Assassino

Review – Psycho Killer: Em Busca do Assassino
Em alguns momentos me surpreendo com a capacidade de alguns filmes em serem ruins. Psycho Killer: Em Busca do Assassino é uma típica história de serial killer e de uma policial no seu encalço. É uma fórmula consolidada. A essa altura todo mundo tem alguma ideia do que faz uma história dessas funcionar e ainda assim esse filme falha em absolutamente tudo que tenta.

Assassino em fuga

A trama é protagonizada pela policial Jane (Georgina Campbell, do bacana Noites Brutais) que sai no encalço do assassino Slasher (James Preston Rogers) depois que ele mata seu marido, que também é policial. É um fiapo de roteiro que deveria servir para justificar perseguições e mortes, mas nem isso é bem executado.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Crítica – Coyote vs ACME

 

Análise Crítica – Coyote vs ACME

Review – Coyote vs ACME
É difícil não pensar na máxima “a vida imita a arte” ao assistir Coyote vs ACME. O filme fala sobre ganância corporativa e a dificuldade de enfrentar uma mega corporação para que ela seja finalmente responsabilizada pela sua negligência e desmandos. Pois para chegar aos cinemas o filme precisou enfrentar ganância corporativa e viu a dificuldade de enfrentar uma mega corporação que não quer ter responsabilidade pelas suas ações. A Warner, que produziu o filme, queria engavetar a produção e nunca lançá-la, trancando-a em seu cofre para receber descontos em impostos da mesma forma que fez com o filme da Batgirl e a continuação de Scooby! (2020).

Diferente dos outros dois, que não tinham completado pós-produção quando foram engavetados, Coyote vs ACME estava finalizado quando a Warner decidiu cancelá-lo, o que tornou a decisão ainda mais revoltante. Os envolvidos com o filme se mobilizaram para tentar salvá-lo e o que se seguiu foi uma batalha de quase um ano para conseguir uma distribuidora para comprar o filme e durante o processo a Warner adotou uma posição de dificultar as negociações, pedindo valores altíssimos e recusando contraofertas. Com muito esforço e mobilização a Ketchup Entertainment (que já tinha comprado os direitos do longa animado Looney Tunes O Filme: O Dia Que a Terra Explodiu) conseguiu adquirir os direitos de distribuição e o filme finalmente chega aos cinemas depois de enfrentar poderes corporativos tão vilanescos quanto os que o Coiote enfrenta na trama.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Crítica – Minhas Aventuras com o Superman: Terceira Temporada

 

Análise Crítica – Minhas Aventuras com o Superman: Terceira Temporada

Review – Minhas Aventuras com o Superman: Terceira Temporada
Dois anos depois da segunda temporada, Minhas Aventuras com o Superman finalmente ganha uma terceira temporada. Considerando que a segunda temporada saiu no ano seguinte à primeira, a expectativa era de manter o ritmo. Ao menos a espera valeu à pena e esse terceiro ano entrega uma releitura interessante do arco da morte e retorno do Superman.

Reino dos Supermen

Depois da crise com Brainiac, Clark e Kara agora trabalham juntos como heróis. Com a população do seu lado, Clark começa a pensar em seu futuro com Lois, mas a perspectiva de casar faz a jornalista pensar sobre os planos que tinha para o futuro e para sua carreira. Enquanto isso, Lex pensa em novas maneiras de fazer o público temer o Superman. Sua ideia é criar seu próprio herói e para isso recorre ao militar Hank Henshaw que foi gravemente ferido no confronto com Brainiac. Luthor transforma Henshaw em um Superman ciborgue, mas tem dificuldade de mantê-lo sob controle.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Drops – Missão Refúgio

 

Análise – Missão Refúgio

Review – Missão Refúgio
Quando eu vejo um filme de ação estrelado por Jason Statham tenho expectativas claras do que esperar. Missão Refúgio sabe disso e conhece seu público, entregando algo que se conforma exatamente ao que se espera dele embora não consiga executar bem esses elementos familiares.

Agente oculto

A trama é protagonizada por Mason (Jason Statham), que vive sozinho em uma pequena ilha na costa da Escócia. Seu único contato com o mundo é o sujeito que leva de barco mantimentos para ele junto da sobrinha, Jessie (Bodhi Rae Breathnach). Durante uma tempestade o barco naufraga e apenas Jessie sobrevive, Mason traz a garota para a ilha consigo, mas seu rosto foi capturado por um sistema de vigilância e reconhecido como terrorista. As autoridades, lideradas por Roberta (Naomi Ackie), despacham uma equipe para eliminá-lo. Agora Mason precisa sobreviver e encontrar quem o incriminou.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Crítica – X-Men 97: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – X-Men 97: Segunda Temporada

Review – X-Men 97: Segunda Temporada
Depois de uma excelente primeira temporada que entregava a melhor produção audiovisual dos X-Men em décadas, X-Men 97 retorna para seu segundo ano depois de algumas controvérsias envolvendo o showrunner Beau DeMayo e sua eventual demissão, com esse segundo ano ainda sendo parte dos episódios que DeMayo planejou e deixou escritos. A nova temporada divide a equipe e foca no vilão Apocalipse, mas o resultado não tem a mesma força que o ano anterior.

Heróis através do tempo

No final da primeira temporada uma parte da equipe, como Magneto, Xavier e Fera foram parar no antigo Egito onde conheceram En Sabah Nur, o mutante que viraria Apocalipse. Outra parte da equipe, como Ciclope e Jean, vão parar num futuro em que que Apocalipse controla tudo, com os heróis tendo que preparar um jovem Cable para liderar a resistência contra ele. Enquanto isso, no presente dos anos 90, Bishop e Forge tentam trazer de volta as duas equipes e um já adulto Cable recruta mutantes para dar cabo dos cavaleiros de Apocalipse.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Crítica – O Fim da Rua

Análise Crítica – O Fim da Rua

Review – O Fim da Rua
É curioso como em Hollywood muitas vezes ideias parecidas surgem ao mesmo tempo. Não faz nem uma semana que chegou na Netflix o suspense A Última Casa, que fala de uma família tendo seu cotidiano interrompido quando uma estranha crise os ameaça e ficam presos em casa. Agora chega aos cinemas O Fim da Rua, também sobre uma família lidando com uma ameaça estranha que transporta o seu bairro para um local estranho e agora precisam se proteger em casa. Ambos partem de elementos similares, mas os desenvolvem de maneira diferente embora nenhum dos dois seja particularmente bom.

Mundo perdido

A narrativa começa na década de 80 com a família de Greg (Ewan McGregor) e Denise (Anne Hathaway). O casamento deles está em crise e os filhos Audrey (Maisy Stella) e Brian (Christian Convery, de Sweet Tooth) notam que o fim pode ser eminente. Um dia, durante uma forte chuva, o bairro em que moram é tomado por uma estranha luz e na manhã seguinte eles descobrem que o bairro está no meio de uma floresta pré-histórica, tomada por dinossauros. Agora a família precisa encontrar um meio de sobreviver.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Crítica – Sugar: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Sugar: Segunda Temporada

Review – Sugar: Segunda Temporada
A primeira temporada de Sugar começa como um interessante noir contemporâneo acompanhando o detetive cinéfilo John Sugar em casos de pessoas desaparecidas em Los Angeles. Uma reviravolta no meio da temporada, no entanto, muda a série ao revelar que ele é um alienígena e que a presença dele e de seu povo foi descoberta. A mudança causou reações polarizadas, mas, geral, gosto da primeira temporada e fiquei curioso como esse segundo ano ia abordar as consequências dessa guinada.

Cidade dos anjos e demônios

A temporada começa aparentemente resolvendo rapidamente o gancho do primeiro em que Sugar (Colin Ferrell) descobria que sua irmã estava viva. Digo aparentemente porque é muito óbvio que é um despiste, mas o que incomoda mesmo é que isso meio que retorna o personagem ao seu status quo de atuar como detetive em casos de desaparecimento. Dessa vez o detetive é incumbido de ajudar o boxeador Danny Moon (Jin Ha) a encontrar seu irmão desaparecido, Danny (Raymond Lee).

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Crítica – A Última Casa

 

Análise Crítica – A Última Casa

Review – A Última Casa
Mesmo depois de quase seis anos do início da pandemia, ainda sentimos os impactos daquele período por conta do confinamento e dos temores constantes de uma ameaça que não vemos e não compreendemos exatamente. A Última Casa dialoga um pouco com esses sentimentos, mas leva sua premissa a direções pouco interessantes.

Confinamento familiar

A narrativa acompanha a família de Jason (Wagner Moura) e Ann (Greta Lee). Uma estranha chuva cria uma barreira ao redor das casas e as pessoas ficam presas dentro de suas residências sem conseguir sair e sem qualquer contato com o mundo, já que sinais de tv, rádio ou internet deixam de funcionar. Agora o casal precisa pensar em como gerenciar os recursos que tem, lidando com o confinamento e os dois filhos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Crítica – A Morte do Demônio: Em Chamas

 

Análise Crítica – A Morte do Demônio: Em Chamas

Review – A Morte do Demônio: Em Chamas
Eu tenho expectativas muito delineadas na minha mente sempre que vou assistir um novo A Morte do Demônio. Espero um uso abundante e criativo de gore e certo senso de humor sombrio, embora não sejam exatamente primores narrativos. A Morte do Demônio: Em Chamas entrega exatamente o que eu esperava. É uma produção que sabe o público que tem e dialoga com esse público.

Sombras do trauma

A trama é centrada em Alice (Souheila Yacoub). Depois que seu marido, Will (George Pullar), morre em um acidente de carro com contornos sobrenaturais, ela vai para a remota casa dos sogros para o funeral. O clima é tenso, já que Will a agredia e a os pais dele, em especial a mãe, Susan (Tandi Wright), tomavam partido dele. As coisas se complicam durante a cerimônia fúnebre na qual Edgar (Erroll Shand), o pai de Will, é infectado por algo demoníaco no corpo do filho. Aos poucos Edgar começa a agir de maneira agressiva e isso começa a afetar o resto da família e Alice precisa encontrar um jeito de sobreviver a isso.