Dirigido por Scarlett Johansson, A Incrível Eleanor explora o impacto do
luto em diferentes gerações ao mesmo tempo em que analisa como certas feridas
nunca fecham e a importância da memória ao ponderar sobre o Holocausto e a
importância de ouvir seus sobreviventes. Nem sempre todas as ideias são bem amarradas,
mas a produção tem sentimento o bastante para cativar.
O peso da solidão
A narrativa acompanha a viúva
nonagenária Eleanor (June Squibb), que há mais de uma década mora com a melhor
amiga Bessie (Rita Zohar) desde que ambas se tornaram viúvas. Quando Bessie
morre, Eleanor vai temporariamente morar com a filha, Lisa (Jessica Hecht),
enquanto pensa em novos arranjos para si. Como a filha e o neto não tem muito
tempo para ela, Eleanor decide frequentar um centro de cultura judaica e
acidentalmente entra para um grupo de apoio aos sobreviventes do Holocausto.
Com vergonha de admitir seu erro Eleanor conta a história de sobrevivência de
Bessie como se fosse dela, comovendo a todos, sem perceber que a sessão estava
sendo acompanhada pela estudante de jornalismo Nina (Erin Kellyman), que aborda
Eleanor para escrever uma reportagem a seu respeito. Como se sente sozinha, Eleanor
aceita conversar com Nina.