sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Crítica – Predador: Terras Selvagens

 

Análise Crítica – Predador: Terras Selvagens

Review – Predador: Terras Selvagens
Em Predador: A Caçada (2022) e Predador: Assassino de Assassinos (2025) o diretor Dan Trachtenberg parece ter encontrado a fórmula para fazer os filmes do Predador funcionarem: situar a trama em um período histórico específico e colocar os yautja para enfrentar guerreiros de diferentes épocas. Agora com Predador: Terras Selvagens o diretor tenta sacudir essa fórmula.

Caçada selvagem

A narrativa é protagonizada por Dek (Dimitrius Schuster-Koloamatangi), um jovem yautja que é considerado fraco pelo seu clã por ser menor que o padrão da raça. Seu irmão, Kwei (Mike Homik) tenta treiná-lo para que prove seu valor, mas o pai deles vê o esforço de Kwei em proteger o irmão como fraqueza e tenta matar os dois. Dek sobrevive e para provar a força ao pai e conquistar seu dispositivo de camuflagem viaja até um remoto e perigoso planeta para caçar uma criatura que dezenas de outros predadores tentaram e falharam. Chegando lá ele encontra a sintética Thia (Elle Fanning), uma androide a serviço a corporação Weyland-Yutani (sim, a mesma de Alien) que está ali em uma missão para capturar a mesma criatura. Dek decide ajudar Thia a consertar suas pernas em troca do conhecimento dela a respeito da fauna e flora hostis do lugar. Agora os dois precisam enfrentar tanto as criaturas do planeta, quanto as tropas da Weyland, que veem o yautja como uma ameaça aos planos e Thia como um fracasso a ser descartado.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Crítica – Influencer do Mal: A História de Jodi Hildebrandt

 

Análise Crítica – Influencer do Mal: A História de Jodi Hildebrandt

Review – Influencer do Mal: A História de Jodi Hildebrandt
Produzido pela Netflix, Influencer do Mal: A História de Jodi Hildebrandt é mais um daqueles documentários true crime para streaming que segue à risca a cartilha do formato e se sustenta mais pela história tenebrosa que conta do que pelo modo como conta essa história.

Tratamento de choque

A história começa quando uma criança é encontrada vagando pelas ruas de uma pequena cidade do estado de Utah. A criança está visivelmente desnutrida e tem ferimentos nos braços e nas pernas que denotam que ela estava amarrada. As autoridades descobrem que ela escapou da casa da influencer Jodi Hildebrandt e que outras crianças estavam sendo mantidas em cativeiro lá. A investigação acaba por revelar anos de abusos cometidos por Jodi, maltratando crianças e afastando casais, sob a justificativa de serem métodos psicoterapêuticos.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Crítica – Wicked: Parte 2

 

Análise Crítica – Wicked: Parte 2

Review – Wicked: Parte 2
Depois de uma ótima primeira parte, esperava que Wicked: Parte 2 entregasse um clímax tão bacana quanto. Infelizmente isso não acontece, com a segunda parte falhando em dar a devida dimensão aos eventos que seguem a rebelião de Elphaba (Cynthia Erivo) contra o Mágico de Oz (Jeff Goldblum).

Magia enganosa

Depois dos eventos da primeira parte, Elphaba decide enfrentar o Mágico e denunciar suas mentiras para o povo de Oz. O regime do mágico, no entanto, usa toda sua capacidade de comunicação para convencer as pessoas que Elphaba quer destruir Oz e é uma inimiga do povo. Glinda (Ariana Grande) se alia ao Mágico e a Madame Morrible (Michelle Yeoh) já que eles dão tudo que ela sempre quis. Ainda assim Glinda teme por Elphaba e deseja resolver o conflito entre ela e o mágico.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Crítica – O Sobrevivente

 

Análise Crítica – O Sobrevivente

Review – O Sobrevivente
Lançado em 1987, O Sobrevivente adaptava o romance O Concorrente de Stephen King em uma típica farofa oitentista de ação protagonizada por Arnold Schwarzenegger, cheio de canastrice e frases de efeito. Agora o diretor Edgar Wright (de Em Ritmo de Fuga e Noite Passada em Soho) tenta fazer uma adaptação mais próxima à distopia criada por King e a crítica social que o autor tentava fazer.

Jogos vorazes

A narrativa se passa em um futuro no qual há um abismo social ainda maior no qual os ricos vivem em bairros fechados, cheios de segurança, enquanto os mais pobres são abandonados à própria sorte em periferias sujas. Ben (Glen Powell, de Twisters e Todos Menos Você) acaba de perder o emprego e a filha está doente. Sem ter como pagar o tratamento ele tenta se candidatar a uma das várias competições televisivas que permitem aos mais pobres ganhar algum dinheiro às custas de humilhação ou perigo. A raiva dele contra o sistema o faz ser selecionado para a principal e mais mortal das competições. Chamada de “o sobrevivente” é um reality show no qual os participantes precisam sobreviver por trinta dias sendo caçados pelas autoridades e vigiados pela população para ganhar um prêmio milionário.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Crítica – Stranger Things: 5ª Temporada

 

Análise Crítica – Stranger Things: 5ª Temporada

Review – Stranger Things: 5ª Temporada
Com intervalos entre temporadas cada vez maiores e o elenco infantil já tendo crescido para além da idade de seus personagens. A impressão é que Stranger Things perdeu parte do fôlego e do que o tornava interessante chegando nessa temporada final. Esse ano derradeiro até consegue entregar um final que respeita seus personagens e encerra seus ciclos, mas o caminho até lá não é dos melhores.

Hawkins sitiada

A narrativa retorna um ano e meio depois dos eventos da quarta temporada. Com a abertura das fendas, Hawkins foi ocupada por militares que fecharam a cidade e controlam todo o fluxo de entrada e saída. Para a população foi só um evento geológico, mas Mike (Finn Wolfhard), Onze (Millie Bobby Brown) e os demais sabem que é Vecna (Jamie Campbell Bower) que está por trás de tudo. Os militares controlam principalmente uma área com uma grande fenda para o mundo invertido, com a implacável doutora Kay (Linda Hamilton) tendo assumido a pesquisa de Brenner (Matthew Modine). Kay não só tem pesquisado o mundo invertido como também está atrás de Onze, acreditando que a garota ainda está em Hawkins. Assim, o grupo precisa tanto deter Vecna quando se manter longe dos olhos dos militares.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Crítica – Valor Sentimental

 

Análise Crítica – Valor Sentimental

Review – Valor Sentimental
É interessante como nossas memórias, nossas histórias pessoais e afetos estão muito conectados a objetos, a lugares. Coisas que quando retornamos a elas nos levam de volta a diferentes momentos de nossas vidas. Em Valor Sentimental o diretor Joachim Trier explora como a arte mobiliza essas relações com espaços, tempos, memórias e afetos.

Histórias que contamos

A narrativa acompanha Nora (Renate Reinsve, do excelente A Pior Pessoa do Mundo) uma atriz que tem uma relação distante com o pai, o diretor de cinema Gustav (Stellan Skarsgard). Um dia Gustav procura Nora dizendo que escreveu para ela o papel de protagonista em seu próximo filme e que ele será filmado na antiga casa da família em que Gustav cresceu e na qual criou as filhas. Nora recusa, afirmando que não consegue dialogar com o pai e Gustav segue para fazer o filme sem ela. Gustav contrata a jovem atriz estadunidense Rachel (Elle Fanning) para o papel que seria de Nora e consegue financiamento de uma plataforma de streaming. Quando Gustav e Rachel vão para a casa da família, o processo de ensaios mexe tanto com as memórias dele quanto com as das filhas Nora e Agnes (Inga Ibsdotter Lilleaas).

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Drops – Jovens Mães

 

Análise – Jovens Mães

Review – Jovens Mães
Dirigido pelos irmãos Dardenne, Jovens Mães se beneficia de sua abordagem naturalista ao acompanhar o cotidiano de cinco garotas que acabaram de se tornar mães e estão vivendo em um abrigo de mulheres. Há algo de previsível nas histórias contadas, no entanto, o filme acerta no clima de realidade vivida e na construção do universo emocional das personagens.

De repente mãe

Jessica (Babette Verbeek) está prestes a parir, mas busca sua mãe biológica para saber porque ela a deu para adoção. Ela tem certeza de que não faria o mesmo com sua filha por nascer, mas age de maneira intempestiva ao perseguir respostas sobre seu passado. Perla (Lucie Laruelle) espera o namorado e pai de seu recém nascido sair do reformatório, mas logo vê que ele não tem interesse em construir uma família. Naima (Samia Hilmi) está de saída do abrigo e parece a mais ajustada do grupo. Julie (Elsa Houben) lida com seus vícios e tenta recuperar a vida junto com o namorado. Ariane (Janaina Halloy Fokan) quer dar o seu bebê para adoção, mas Natalie (Christelle Cornil), sua mãe alcoólatra e abusiva, tenta manipular a garota a deixar a criança com ela.

sábado, 27 de dezembro de 2025

Crítica – Pluribus

 

Análise Crítica – Pluribus

Resenha Crítica – Pluribus
Nova série de Vince Gilligan, criador de Breaking Bad, Pluribus estreou cercada de mistério. Só se sabia que era uma ficção científica e que seria estrelada por Rhea Seehorn, com quem Gilligan trabalhou em Better Call Saul. O primeiro episódio fazia parecer mais uma trama de invasão alienígena, mas logo a narrativa se desloca de elementos familiares do gênero para falar de questões mais contemporâneas. Aviso que o texto contem SPOILERS da temporada.

Júbilo coletivo

Na série, cientistas encontram uma mensagem vinda do espaço. A mensagem traz uma sequência de DNA. Eles sintetizam essa sequência e começam a experimentar em ratos, mas logo um pesquisador é mordido e sua primeira ação é infectar o maior número de pessoas possível. Descobrimos que todos os “infectados” se unem em uma espécie de mente coletiva que vive em plena harmonia, mas alguns humanos se mostram imunes ao processo. Carol Surka (Rhea Seehorn) é uma entre cerca de uma dúzia de pessoas ao redor do mundo que é imune à infecção da mente coletiva. O coletivo não parece inicialmente hostil, disposto a ajudar Carol e conversar com ela, mas a escritora desconfia deles, principalmente porque no processo de “união” sua companheira, Helen (Miriam Shor), morre.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Crítica – Um Natal Surreal

 

Análise Crítica – Um Natal Surreal

Review – Um Natal Surreal
De início não me interessei muito por Um Natal Surreal. Parece mais uma daquelas comédias natalinas que inundam streamings sempre que chegam as festas de fim de ano, a única coisa que me atraiu a ele foi a presença de Michelle Pfeiffer. Infelizmente a estrela não consegue sozinha carregar uma produção tão sem alma.

Natal materno

A trama parte de uma ideia interessante. Narrativas de Natal são sempre centradas em figuras masculinas, nos pais de família, com as mulheres tendo pouco espaço e seu trabalho para fazer as comemorações familiares sendo invisibilizado. Assim, a narrativa foca Claire (Michelle Pfeiffer) uma mãe de família que está dobrando os esforços para as festas já que todos os seus filhos estão vindo para casa. Ela pede que os filhos façam um vídeo indicando ela para uma competição de mães no programa de auditório de Zazzy Tims (Eva Longoria), mas eles a ignoram. Quando seus filhos, Channing (Felicity Jones), Taylor (Chloe Grace Moretz) e Sammy (Dominic Sessa, de Os Rejeitados) chegam em casa eles continuam a ignorá-la, esquecendo Claire em casa quando vão em um passeio em família. Farta de ser menosprezada, ela decide viajar sozinha no natal.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Crítica – Avatar: Fogo e Cinzas

 

Crítica – Avatar: Fogo e Cinzas

Review – Avatar: Fogo e Cinzas
Depois do bacana Avatar: O Caminho da Água (2022), este Avatar: Fogo e Cinzas dá a impressão de que o diretor James Cameron está se repetindo. Originalmente esses dois filmes seriam uma história só, mas Cameron preferiu dividir em dois e é visível que tudo foi pensado junto, já que esse filme traz os mesmos temas, conflitos e até situações do anterior.

Fogo selvagem

Depois dos eventos do segundo filme, Jake (Sam Worthington), Neytiri (Zoe Saldana) e o resto da sua família lidam com a perda do filho. As coisas se complicam quando o suprimento de oxigênio de Spider (Jack Champion) começam a dar problemas e Jake pensa que talvez seja melhor que o humano vá morar no esconderijo dos demais humanos que se aliaram aos Na’vi. Na viagem eles são atacados por saqueadores da tribo do fogo liderados por Varang (Oona Chaplin) e Spider fica sem oxigênio. Para que ele não morra, Kiri (Sigourney Weaver) usa sua conexão com Eywa para ajudá-lo e fungos da floresta se entranham no corpo dele, permitindo que ele respire o ar de Pandora. Isso torna Spider dos humanos no planeta, já que a autonomia das máscaras de oxigênio facilitaria a colonização. Para capturar o garoto, Quaritch (Stephen Lang) forma uma aliança com Varang e ambos se unem para encontrar o esconderijo de Jake.