quinta-feira, 19 de março de 2026

Crítica – Scarpetta: Médica Legista

 

Análise Crítica – Scarpetta: Médica Legista

Já tinha ouvido falar bastante sobre os livros de Patricia Cornwell protagonizados pela legista Kay Scarpetta, mas nunca os tinha lido. Quando soube que a Prime faria uma série com a personagem e protagonizada por Nicole Kidman parecia um bom lugar para começar a conhecer a personagem. Infelizmente, Scarpetta: Médica Legista não fez muito, ao menos para mim, para torná-la interessante.

Corpo de delito

A narrativa começa com Kay Scarpetta (Nicole Kidman) voltando para assumir o posto como médica legista no estado da Virginia depois de anos ausente. Seu primeiro caso envolve um assassinato que tem semelhanças com seu primeiro grande caso vinte anos atrás. Para desvendar o que está acontecendo, a legista recruta ajuda de Pete Marino (Bobby Cannavale), policial aposentado que trabalhou com ela no passado e que hoje é seu cunhado, casado com sua irmã Dorothy (Jamie Lee Curtis). Dorothy e Pete também retornam a Virginia para ajudar Lucy (Ariana DeBose), filha de Dorothy, que recentemente perdeu a esposa, Janet (Janet Montgomery). Eles ficam temporariamente na casa de Kay, o que causa atritos com ela e com Benton (Simon Baker), marido de Kay e agente do FBI. A trama se desenvolve em duas temporalidades, a do presente e a do passado, mostrando o que aconteceu no primeiro grande caso de Kay.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Crítica – Imperfeitamente Perfeita

 

Análise Crítica – Imperfeitamente Perfeita

Review – Imperfeitamente Perfeita
O produtor James L. Brooks, um dos responsáveis por Os Simpsons, já dirigiu algumas boas comédias dramáticas como Melhor é Impossível (1997), que rendeu Oscars para Jack Nicholson e Helen Hunt, ou Espanglês (2004). Foi por conta desse histórico que resolvi assistir este Imperfeitamente Perfeita. O que encontrei, no entanto, foi um completo desastre.

Vida pública

A narrativa se passa em 2008 e acompanha Ella (Emma Mackey, de Sex Education), uma idealista vice-governadora cujo governador e mentor político está prestes a deixar o cargo para assumir uma posição de ministro no governo federal. Prestes a assumir como governadora, Ella enfrenta problemas no casamento, na sua carreira política e na relação distanciada que tem com o pai.

terça-feira, 17 de março de 2026

Crítica – One Piece: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – One Piece: Segunda Temporada

Review – One Piece: Segunda Temporada
Depois de uma primeira temporada que fez um bom trabalho em adaptar a lógica do anime One Piece para live action, a série da Netflix chega a sua segunda temporada mais segura de si e capaz de lidar com alguns problemas de seu ano de estreia. É uma série que continua surpreendendo pelo modo como captura o espírito do anime e o adequa ao seu formato.

Mestre dos mares

A narrativa começa no ponto em que o ano anterior parou, com Luffy (Iñaki Godoy) e os demais membros do bando dos Chapéus de Palha buscando a entrada da Grand Line, a linha marítima que dá a volta no globo e guarda vários perigos para aqueles que tentam atravessá-la, mesmo os piratas. Ao longo da viagem eles passam por diferentes ilhas, lidando com perigos, encontrando novos aliados, como Vivi (Charithra Chandran), e novos inimigos na forma dos agentes da Baroque Works que caçam Vivi e os Chapéus de Palha.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Conheçam os vencedores do Oscar 2026

 Uma Batalha Após a Outra vence 6 Oscars

Em uma cerimônia apresentada por Conan O’Brien, o Oscar 2026 teve Uma Batalha Após a Outra como seu grande vencedor, levando seis estatuetas, incluindo melhor filme e melhor diretor. Pecadores filme mais indicado da noite, com dezesseis menções, venceu quatro Oscars. O filme brasileiro O Agente Secreto infelizmente não levou nenhuma estatueta e o brasileiro Adolpho Veloso que concorria ao prêmio de melhor fotografia por Sonhos de Trem também não venceu, com Pecadores levando a estatueta e Autumn Durald Arkapaw fazendo história ao se tornar a primeira mulher a vencer na categoria. Na categoria de curta-metragem houve um inesperado empate, com dois filmes recebendo o prêmio, algo que só aconteceu sete vezes ao longo da história da premiação. Por mais que tenha sido uma pena o Brasil não ter levado nada, fico contente com a vitória do filme de Paul Thomas Anderson (que estava na minha lista de melhores filmes do ano passado), um realizador com uma trajetória robusta que desde Magnólia (1999) merecia reconhecimento da Academia.

Apesar de gostar de O’Brien, a cerimônia em si foi morna, com algumas piadas do apresentador não funcionado e um tom estranhamente pouco crítico, tanto dos apresentadores quanto dos vitoriosos que, ao contrário de edições anteriores, como no ano passado, pouco se posicionaram frente aos problemas recentes do país como os ataques ao Irã ou o modo como a ICE lida com os imigrantes. Talvez tenha sido algo proposital para evitar melindrar parte da audiência, mas também baixou a temperatura ao ponto da noite não oferecer muitos momentos memoráveis. Um dos poucos destaques foi o in memoriam, momento em que a Academia presta homenagem aos que faleceram ao longo do último ano. Pela primeira vez em muito tempo esse segmento soou verdadeiramente como uma homenagem afetuosa aos que partiram e não uma vinheta burocrática feita para cumprir protocolo.

Confiram abaixo a lista completa de indicados com os vencedores destacados em negrito.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Crítica – O Refúgio

 

Análise Crítica – O Refúgio

Review – O Refúgio
Filmes de piratas fizeram muito sucesso na Hollywood dos anos 1930 e 1940, alçando ao estrelato nomes como Errol Flynn. Assim como aconteceu nos westerns, no entanto, esses filmes meio que saíram de moda com o tempo e era raro a indústria voltar a eles, com algumas tentativas como A Ilha da Garganta Cortada (1995) resultando em fracassos retumbantes. A coisa mudou quando a Disney lançou Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (2003) com enorme sucesso e iniciando uma franquia que se estendeu por cinco filmes (embora o quarto e o quinto sejam muito ruins) e outras produções.

Era de se imaginar que a aventura do capitão Jack Sparrow faria por essas histórias de swashbuckling o que Gladiador (2000) e O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001) fizeram pelos épicos ou que Moulin Rouge (2001) e Chicago (2002) fizeram pelos musicais, reinvigorando o gênero e iniciando um novo ciclo de produção dessas narrativas. Não foi o que aconteceu, ao menos nos cinemas, já que na televisão tivemos algumas séries com piratas. Algumas tentativas de aventuras marítimas como Mestre dos Mares (2003) ou No Coração do Mar (2015) eram mais interessados em algo mais histórico do que o tom aventuresco das aventuras de piratas. Faço todo esse preâmbulo porque meu tempo assistindo este O Refúgio, produção da Prime Video, me fez pensar como a indústria hollywoodiana realmente passou batido por uma possível onda de filmes de piratas e essa aventura estrelada por Priyanka Chopra e Karl Urban se situa exatamente nesse gênero.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Crítica – Máquina de Guerra (2026)

 

Análise Crítica – Máquina de Guerra (2026)

Review – Máquina de Guerra (2026)
Um grupo de soldados de elite em missão na floresta encontra uma criatura alienígena com armas avançadas que começa a caçá-los. Essa é a premissa de O Predador (1987) que é emulada diretamente por este Máquina de Guerra (não confundir com o filme de mesmo nome protagonizado por Brad Pitt e também lançado pela Netflix), que não faz nada interessante com o conceito além de repetir de maneira burocrática elementos já conhecidos.

Conflito mecânico

A narrativa acompanha o soldado 81 (Alan Ritchson, de Reacher) que tenta entrar para os rangers, a divisão de elite do exército dos Estados Unidos. Anos atrás ele prometeu ao irmão que os dois fariam a seleção para os rangers, mas o irmão é morto em combate junto com o resto da unidade, deixando o protagonista como o único sobrevivente. Agora, ele tenta entrar para a divisão de elite como meio de cumprir a promessa ao irmão. O protagonista chega à etapa final da seleção, uma missão simulada em meio a montanhas remotas. Durante a missão, no entanto, ele e os companheiros encontram uma enorme criatura metálica que caiu dos céus em um meteoro e começa a caçá-los.

terça-feira, 10 de março de 2026

Crítica – Iron Lung: Oceano de Sangue

 

Análise Crítica – Iron Lung: Oceano de Sangue

Review – Iron Lung: Oceano de Sangue
Nunca joguei o game homônimo que este Iron Lung: Oceano de Sangue se baseia. Tampouco tenho muito conhecimento sobre o youtuber Markplier que dirigiu e estrelou o filme. Parto, portanto, do olhar de um neófito a tudo isso e o que eu posso dizer é que essa tentativa de um horror cósmico e claustrofóbico é bem sem graça.

Segredo do abismo

A narrativa se passa em um futuro apocalíptico no qual boa parte da humanidade e planetas habitáveis desapareceu. A chance de sobrevivência da humanidade reside em uma lua tomada por um oceano de sangue. Lá, Simon (Markplier) é um condenado em busca de redenção que aceita ser colocado em um Iron Lung, um pequeno submarino lacrado, para explorar o mar de sangue e possivelmente encontrar algo que possa dar esperança de sobrevivência à humanidade. Como câmeras não funcionam direito no mar de sangue, ele precisa recorrer a raio-x para ter imagens das imediações e logo encontra criaturas sombrias e horrores inimagináveis no local.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Crítica – A Empregada

 

Análise Crítica – A Empregada

Review – A Empregada
O diretor Paul Feig fez seu nome em comédias e surpreendeu ao migrar para o suspense com Um Pequeno Favor (2018) sua segunda incursão ao gênero foi justamente a continuação Outro Pequeno Favor (2025), que ficou bem abaixo do antecessor. Agora ele retorna com outro suspense neste A Empregada.

Tensões domiciliares

A narrativa acompanha Millie (Sydney Sweeney), que está recomeçando a vida depois de sair da prisão. Ela consegue um trabalho como empregada doméstica na casa da rica Nina (Amanda Seyfred). Nos primeiros dias no trabalho, Millie percebe que a patroa é uma mulher instável e agressiva que não perde a oportunidade de humilhá-la. Ainda assim ela continua no emprego por necessidade. Ao mesmo tempo ela vai se aproximando do marido de Nina, Andrew (Brandon Sklenar), e logo começa a desejá-lo, formando um perigoso triângulo amoroso.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Crítica – Isso Ainda Está de Pé?

 

Análise Crítica – Isso Ainda Está de Pé?

Review – Isso Ainda Está de Pé?
Depois do equivocado Maestro (2023), um filme tão desesperado por Oscars que se entregava a excessos que o tornavam risível, Bradley Cooper retorna como diretor neste Isso Ainda Está de Pé? A produção é uma comédia dramática muito mais contida e sincera que seu trabalho anterior.

Rir para não chorar

A narrativa é centrada em Alex (Will Arnett) e Tess (Laura Dern) eles estão casados há 25 anos, mas o casamento esfriou. De maneira extremamente casual, como se não fosse grande coisa, eles decidem se separar. Alex se muda para um apartamento e os dois filhos do casal parecem compreender o que está acontecendo sem muitos problemas. Eles, no entanto, tem dificuldade de explicar a decisão para as pessoas próximas, como os pais de Alex ou o casal de amigos Balls (Bradley Cooper) e Christine (Andra Day). Um dia Alex entra num bar e percebe que está sem dinheiro. A única maneira de pagar seu drinque é se inscrevendo para se apresentar no open mic de stand up comedy do bar. Mesmo sem piadas, ele se conecta com o público ao compartilhar histórias sobre seu casamento fracassado. Encorajado pelos demais comediantes do local, Alex decide tentar a comédia.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Crítica – A Noiva!

 

Resenha Crítica – A Noiva!

Review – A Noiva!
Dirigido por Maggie Gyllenhaal, A Noiva! é um filme esquisito e digo isso como elogio. Nem tudo que ele tenta fazer funciona e parece ter dificuldade de organizar suas várias ideias em um pacote coeso, no entanto, há algo bastante singular na releitura que a diretora faz da história da “noiva do Frankenstein”.

Casamento sangrento

A narrativa se passa nos Estados Unidos na década de 1930. A criatura de Frankenstein (Christian Bale) vai ao país procurando a doutora Euphronius (Annette Benning), uma cientista proeminente no campo da reanimação. Ele pede ajuda para criar uma companheira e aplacar a solidão que sente há mais de um século. Junto da cientista ele escava um cadáver recém enterrado e reanima sua Noiva (Jessie Buckley), ela tem poucas memórias de sua vida pregressa e disputa o controle do seu corpo com o espírito da escritora Mary Shelley (também Jessie Buckley), autora do romance Frankenstein. Juntos Frank e sua Noiva partem para explorar a cidade, mas logo se tornam alvo das pessoas por conta de sua aparência.