Com uma presença cada vez mais
penetrante em nosso cotidiano, as ferramentas de IA geram discussão dos
impactos disso nas pessoas. Em
Futuro
Futuro o diretor Davi Pretto imagina um Brasil dominado por IA e a
sociedade distópica que isso gera.
Presente Futuro
A narrativa é protagonizada por K
(Zé Maria Pescador) um homem sem memória encontrado na periferia de uma grande
cidade. Nesse futuro próximo há uma separação ainda maior entre ricos e pobres,
com os ricos vivendo entre arranha-céus distantes enquanto os mais pobres vivem
em favelas sem emprego e com pouco acesso ao básico, como água e comida. A
população é afligida por uma doença que afeta a cognição e as pessoas precisam
passar por um curso para tentarem retomar a capacidade de imaginar.
Como toda a distopia, o filme não
fala sobre coisas que podem acontecer e sim sobre eventos que já estão em
marcha no mundo de agora. O abismo social cada vez maior, o desemprego, a
opressão contra os mais pobres e o uso da tecnologia como ferramenta de
alienação. Os afetados pela misteriosa síndrome perdem o senso de si e precisam
ser “ensinados” a pensar, a imaginar, novamente, recorrendo a uma inteligência
artificial que supostamente os ajuda.