quinta-feira, 23 de julho de 2026

Crítica – Todo Mundo em Pânico (2026)

Análise Crítica – Todo Mundo em Pânico (2026)

Review – Todo Mundo em Pânico (2026)
O primeiro Todo Mundo em Pânico (2000) foi uma sensação quando foi lançado, lembro de ter visto mais de uma vez no cinema e memorizado vários diálogos. O sucesso trouxe continuações que ficavam progressivamente piores, principalmente depois que a produtora Miramax ejetou os irmãos Wayans (responsáveis por filmes como As Branquelas) do controle da franquia. Agora o Wayans retornam prometendo compensar o tempo perdido. O resultado, porém, é irregular 

Rindo do terror

A trama satiriza filmes de terror como o quinto e o sexto Pânico, o reboot de Halloween e produções recentes como Corra! (2017), os dois Sorria ou A Hora do Mal (2025). Um novo assassino Ghostface volta a aterrorizar a cidade na qual Cindy (Anna Faris) vive, agora tendo como alvo sua filha, Sara (Olivia Rose Keegan). Tendo passado os últimos anos reclusa, temendo o retorno do assassino Cindy volta à ação e se reúne com antigos aliados como Brenda (Regina Hall) e Shorty (Marlon Wayans).

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Crítica – A Incrível Eleanor

 

Análise Crítica – A Incrível Eleanor

Review – A Incrível Eleanor
Dirigido por Scarlett Johansson, A Incrível Eleanor explora o impacto do luto em diferentes gerações ao mesmo tempo em que analisa como certas feridas nunca fecham e a importância da memória ao ponderar sobre o Holocausto e a importância de ouvir seus sobreviventes. Nem sempre todas as ideias são bem amarradas, mas a produção tem sentimento o bastante para cativar.

O peso da solidão

A narrativa acompanha a viúva nonagenária Eleanor (June Squibb), que há mais de uma década mora com a melhor amiga Bessie (Rita Zohar) desde que ambas se tornaram viúvas. Quando Bessie morre, Eleanor vai temporariamente morar com a filha, Lisa (Jessica Hecht), enquanto pensa em novos arranjos para si. Como a filha e o neto não tem muito tempo para ela, Eleanor decide frequentar um centro de cultura judaica e acidentalmente entra para um grupo de apoio aos sobreviventes do Holocausto. Com vergonha de admitir seu erro Eleanor conta a história de sobrevivência de Bessie como se fosse dela, comovendo a todos, sem perceber que a sessão estava sendo acompanhada pela estudante de jornalismo Nina (Erin Kellyman), que aborda Eleanor para escrever uma reportagem a seu respeito. Como se sente sozinha, Eleanor aceita conversar com Nina.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Crítica – Manual de Assassinato Para Boas Garotas: Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Manual de Assassinato Para Boas Garotas: Segunda Temporada

Review – Manual de Assassinato Para Boas Garotas: Segunda Temporada
Quando escrevi sobre a primeira temporada de Manual de Assassinato Para Boas Garotas mencionei como a série conduzia corretamente sua trama de mistério, mas não conseguia trazer nada que realmente capturasse nossa atenção. Fui assistir essa segunda temporada esperando algo melhor, mas o resultado é igualmente insosso.

Investigação morna

A jovem Pippa (Emma Myers, de Wandinha) lida com as consequências da temporada anterior conforme o julgamento do estuprador Max (Henry Ashton) está prestes a começar. Ao mesmo tempo, surge um novo mistério quando Jamie (Eden H. Davies), um garoto local, desaparece. De início Pippa desconfia que isso pode estar conectado com o julgamento de Max, que parece disposto a qualquer coisa para evitar a condenação, mas quanto mais investiga, mais descobre outras tramas em jogo.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Crítica – Futuro Futuro

Análise Crítica – Futuro Futuro

Review – Futuro Futuro
Com uma presença cada vez mais penetrante em nosso cotidiano, as ferramentas de IA geram discussão dos impactos disso nas pessoas. Em Futuro Futuro o diretor Davi Pretto imagina um Brasil dominado por IA e a sociedade distópica que isso gera.

Presente Futuro

A narrativa é protagonizada por K (Zé Maria Pescador) um homem sem memória encontrado na periferia de uma grande cidade. Nesse futuro próximo há uma separação ainda maior entre ricos e pobres, com os ricos vivendo entre arranha-céus distantes enquanto os mais pobres vivem em favelas sem emprego e com pouco acesso ao básico, como água e comida. A população é afligida por uma doença que afeta a cognição e as pessoas precisam passar por um curso para tentarem retomar a capacidade de imaginar.

Como toda a distopia, o filme não fala sobre coisas que podem acontecer e sim sobre eventos que já estão em marcha no mundo de agora. O abismo social cada vez maior, o desemprego, a opressão contra os mais pobres e o uso da tecnologia como ferramenta de alienação. Os afetados pela misteriosa síndrome perdem o senso de si e precisam ser “ensinados” a pensar, a imaginar, novamente, recorrendo a uma inteligência artificial que supostamente os ajuda.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Crítica – Backrooms: Um Não-Lugar

 

Análise Crítica – Backrooms: Um Não-Lugar

Review – Backrooms: Um Não-Lugar
O conceito de backrooms, espaços liminares expandidos infinitamente que guardam horrores em seus corredores, nasceu como meme na internet. O diretor Kane Parsons explorou essas ideias em forma de curta-metragem e agora transforma o conceito em um longa neste Backrooms: Um Não-Lugar. É uma ideia promissora que infelizmente não rende algo muito interessante.

Limiar coletivo

A trama acompanha Clark (Chiwetel Ejiofor), um sujeito solitário e frustrado que é dono de uma loja de móveis. Um dia ele descobre uma espécie de portal no porão de sua loja. Quando o atravessa vai parar em um espaço que parece um grande galpão ou prédio de escritórios, com cores neutras e luzes frias, e se estende infinitamente aparentemente sem propósito algum. Ele conta isso para sua terapeuta, Mary (Renate Reinsve, de Valor Sentimental), que acha que tudo é uma fantasia do paciente. Quando Clark desaparece, no entanto, Mary vai até a loja procurá-lo e acaba entrando no portal.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Crítica – Christy: Um Novo Round

 

Análise Crítica – Christy: Um Novo Round

Review – Christy: Um Novo Round
Estrelado por Sidney Sweeney, Christy: Um Novo Round é aquele tipo de filme que parece todo pensado para premiações. Uma história real, com temas socialmente relevantes e uma estrela em evidência que passa por uma transformação física por sua personagem. Ingredientes comuns em filmes que aparecem em premiação, mas passou batido quando foi lançado nos Estados Unidos no ano passado, tanto na recepção da crítica quanto do público. Muito se especulou se a polêmica envolvendo uma publicidade de jeans feita por Sweeney que desembocou em discussões sobre o posicionamento político dela prejudicaram a produção. Tendo visto o filme, não sei até que ponto é possível creditar a recepção morna a elementos externos considerando que o filme em si não é grande coisa.

Luta constante

A trama acompanha a história real de Christy Martin (Sydney Sweeney), principal nome do boxe feminino nos Estados Unidos. Seguimos Christy desde sua juventude, quando descobre o boxe, até o auge como boxeadora quando se afasta dos abusos do marido e treinador Jim (Ben Foster). Christy é também uma lésbica enrustida, nunca assumindo a sexualidade, sendo oprimida desde jovem pela mãe conservadora, Joyce (Merritt Wever).

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Crítica – A Odisseia

 

Análise Crítica – A Odisseia

Review – A Odisseia
O diretor Christopher Nolan não é alguém cuja obra é associada com fantasia. Ele já lidou com ficção científica e mesmo seus filmes de super-heróis, como sua trilogia do Batman, defenestravam os elementos mais fantásticos ou sobrenaturais do universo do homem-morcego. Ainda assim não fiquei surpreso com o anúncio de que A Odisseia seria seu próximo filme. 

O cinema de Nolan sempre se estruturou em narrativas não lineares, então é lógico que ele se interessaria por uma das primeiras narrativas ocidentais (talvez a primeira, mas estou enferrujado em história da arte) a contar sua história fora de ordem cronológica. Seus filmes também são carregados de metalinguagem, ponderando sobre o poder das histórias e dos mitos que elas criam, muitas vezes ocultando verdades sombrias que não queremos confrontar. O poema épico escrito por Homero em uma das peças artísticas mais basilares da cultura ocidental e aqui Nolan desvela algumas noções brutais que o olhar mitificado para a jornada de Odisseu (ou Ulisses, dependendo da tradução) pode ocultar, principalmente diante de um olhar contemporâneo.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Crítica – Twinless: Um Gêmeo a Menos

 

Análise Crítica – Twinless: Um Gêmeo a Menos

Review – Twinless: Um Gêmeo a Menos
A ficção criou toda uma mística em torno de pessoas gêmeas e a conexão que eles têm. Twinless: Um Gêmeo a Menos vai para o caminho oposto e indaga o que acontece quando essa conexão que existe desde o nascimento é rompida? Qual é o impacto do luto no gêmeo que fica?

Irmão ausente

A narrativa é protagonizada por Roman (Dylan O’Brien), que recentemente perdeu o irmão gêmeo Rocky. Ele participa de um grupo de apoio para gêmeos que perderam os irmãos e lá conhece Dennis (James Sweeney, que também escreveu e dirigiu o filme), um jovem que também perdeu o irmão. Roman sente muita afinidade com Dennis e logo eles se tornam amigos, quase funcionando como gêmeos novamente, dando a impressão que eles irão preencher o vazio um do outro. As coisas se complicam quando descobrimos que Dennis oculta várias informações de Roman, inclusive a de que conhecia Rocky e que tem envolvimento no acidente que causou a morte dele.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Crítica – The Legend of Vox Machina: Quarta Temporada

 

Análise Crítica – The Legend of Vox Machina: Quarta Temporada

Review – The Legend of Vox Machina: Quarta Temporada
Quando escrevi sobre a terceira temporada de The Legend of Vox Machina, mencionei que estava apreensivo com a continuidade da série considerando o quanto o terceiro ano terminou bem. Sim, haviam pontas soltas a serem exploradas, mas a temporada oferecia um desfecho tão bom que continuar poderia estragar tudo que tinha sido feito até então. Felizmente não é isso que acontece e a quarta temporada de The Legend of Vox Machina é, talvez, a melhor da série até aqui.

Bando a parte

A temporada começa um ano depois da aventura anterior. O Vox Machina se dissolveu, com Vex e Percy vivendo juntos, Scanlan indo ficar com a filha e Vax e Keyleth navegam pelos mares. Apenas Pike e Grog seguem como aventureiros. Os dois são abordados pelo atrapalhado nobre Taryon Darrington, que sonha em ser um grande aventureiro e os coloca em rota de colisão com o sinistro culto do Nome Sussurrado, que visa transformar em deus um necromante que foi selado pelos deuses. Os demais membros do grupo também enfrentam o culto e logo percebem que precisam se reunir para lidar com a ameaça.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Drops – Tomando Rumo

 


Os irmãos Peter e Bobby Farrely dirigiram algumas das comédias mais marcantes da década de 90, como Débi e Lóide (1994) e Quem Vai Ficar com Mary (1998). Há alguns anos eles vem atuado separados. Recentemente Peter entregou o horrendo Bola Pra Cima enquanto Bobby fez este Tomando Rumo, que tão ruim quanto, só um pouco menos ofensivo.

Viagem pela estrada

A trama segue Jeremy (Sam Nivola, de White Lotus), um colegial que sente saudades da namorada, que já foi para a faculdade. Durante uma conversa por telefone ele sente que ela irá terminar com ele. No dia seguinte Jeremy rouba o carro da autoescola junto com outros três colegas para chegar à cidade onde a namorada faz faculdade.