terça-feira, 5 de maio de 2026

Crítica – Monarch: Legado de Monstros Segunda Temporada

 

Análise Crítica – Monarch: Legado de Monstros Segunda Temporada

Review Crítica – Monarch: Legado de Monstros Segunda Temporada
Eu não esperava nada da primeira temporada de Monarch: Legado de Monstros e me surpreendi como ela expandia o universo de monstros construído no cinema e, ao mesmo tempo, finalmente contar uma história minimamente interessante com personagens humanos. A segunda temporada continua os méritos do ano de estreia, ainda que sofra um pouco com problemas de ritmo.

Negócio de família

A segunda temporada começa no ponto em que o primeiro ano parou, com Cate (Anna Sawai, de Xógum) retornando do Axis Mundi junto com a avó, Keiko (Mari Yamamoto), que por anos foi dada como morta, em uma estação da Monarch na Ilha da Caveira, lar do King Kong. Contrariando as ordens da Monarch, Cate e Keiko tentam abrir uma nova fenda para o Axis Mundi para resgatar Shaw (Kurt Russell). Elas conseguem, mas um enorme titã, o Titã X, escapa da fenda e agora cabe a elas encontrar um meio de deter a criatura para evitar um desastre.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Crítica – Eclipse

 

Análise Crítica – Eclipse

Review – Eclipse
Dirigido e estrelado por Djin Sganzerla, Eclipse conta a história de duas mulheres bem diferentes entre si que acabam convergindo. É uma reflexão sobre ser mulher no mundo de hoje e como há mais coisas unindo as mulheres do que separando.

Paralelos femininos

A narrativa é protagonizada por Cleo (Djin Sganzerla), uma astrônoma que está prestes a ter o primeiro filho com o marido, Tony (Sérgio Guizé). Um dia ela recebe um contato de Nalu (Lian Gaia), a meia-irmã com quem ela não fala há anos. Nalu lhe conta a respeito de como o pai delas a abusou quando ela era adolescente. A revelação impacta Cleo, que começa a perceber condutas suspeitas do marido.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Crítica – Noite da Pizza

 

Análise Crítica – Noite da Pizza

Review – Noite da Pizza
Famosas dos anos 80 às primeiras décadas dos anos 2000, as comédias besteirol sobre jovens sob efeito de drogas e/ou em busca de sexo se tornaram um gênero ao qual Hollywood tem recorrido cada vez menos. Em parte é compreensível considerando o quanto desses filmes baseiam sua comédia em machismo e vários tipos de estereótipos preconceituosos, por outro lado parece que há certo comodismo ou aversão a risco da indústria em tentar um besteirol que não se apoie em preconceitos datados. Noite da Pizza é exatamente isso, uma tentativa de fazer um besteirol sobre universitários lombrados sem ter que recorrer a preconceitos.

Bad trip

A narrativa é centrada nos amigos Jack (Gaten Matarazzo, de Stranger Things) e Montgomery (Sean Giambrone). Eles são detestados pela faculdade inteira depois que Jack acidentalmente fez o time de futebol americano ser preso. Um dia, eles encontram uma caixa de drogas no forro do teto do dormitório e decidem ingeri-las, mas logo depois descobrem que se tomar essas drogas de barriga vazia pode dar uma bad trip capaz de causar danos irreversíveis então decidem pedir uma pizza. Só há um problema, a pizza é entregue por um robô que não consegue subir as escadas e a viagem errada das drogas já está começando a bater, tornando difícil que eles consigam descer principalmente porque o elevador está quebrado e os monitores patrulham os corredores visando punir qualquer estudante com drogas ou outros itens proibidos.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Crítica – Bola pra Cima

 

Análise Crítica – Bola pra Cima

Review – Bola pra Cima
Depois de voltar às comédias besteirol com o fraco Ricky Stanicky (2024), Peter Farrely tenta mais uma vez fazer algo próximo ao seu auge de comédias nos anos 90 com esse Bola pra Cima escrito em parceria com os roteiristas dos dois Zumbilândia, mas o resultado é ainda pior que seu filme anterior. A premissa até poderia render algo divertido, mas o filme conduz tudo pelos caminhos menos engraçados imagináveis.

Bola fora

A trama acompanha uma dupla de funcionários de uma empresa de preservativos. Elijah (Paul Walter Hauser) é um engenheiro que desenvolveu uma camisinha capaz de cobrir os testículos (o que é inútil e não faz o menor sentido, mas vamos suspender a descrença aqui) e sua chefe o coloca para trabalhar com o verborrágico Brad (Mark Wahlberg) para tentar conseguir tornar a camisinha o produto oficial da próxima Copa do Mundo que será no Brasil. Durante a final da Copa, Elijah e Brad acabam invadindo o campo e fazem o Brasil perder para a seleção argentina, tornando-os alvo de ódio de todo o país e levando a população a caçá-los pelas ruas.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Crítica – O Diabo Veste Prada 2

 

Análise Crítica – O Diabo Veste Prada 2

Review – O Diabo Veste Prada 2
Não fiquei nem um pouco animado quando O Diabo Veste Prada 2 foi anunciado. O filme original não era algo que se prestava a continuações, ainda mais com a dimensão semiautobiográfica do livro que inspirou o filme, com a autora Lauren Weisberger baseando a história nas experiências que teve trabalhando na revista Vogue. O trailer da continuação não ajudou a me convencer, focando muito no sarcasmo e veneno da Miranda Priestly ao ponto de quase reduzi-la a uma caricatura. Temi que fosse mais uma dessas continuações tardias que não tem nada a oferecer além de um apelo nostálgico raso. Tendo assistido o filme, fico muito feliz de perceber que minhas impressões estavam erradas e a produção entrega algo que talvez seja mais relevante hoje do que o original foi no seu lançamento em 2006.

A moda do capitalismo tardio                     

A narrativa coloca Andy (Anne Hathaway) para trabalhar novamente na revista Runway depois que o jornal em que trabalhava fecha as portas. Ela é contratada para lidar com a crise de imagem da revista depois da publicação de uma reportagem elogiando uma marca que tinha métodos de produção bastante predatórios. Como Miranda Priestly (Meryl Streep) estava prestes a ser promovida a editora geral do grupo editorial que controla a Runway, ela precisa que a crise seja resolvida logo. Andy, no entanto, logo se dá conta que é preciso mais do que um jornalismo de qualidade ou responsabilidade em um ambiente de publicações digitais, métricas de engajamento e uma paisagem corporativa em constante mudança por conta de fusões, aquisições e outros movimentos dos bilionários que controlam tudo.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Crítica – Saída 8

 

Análise Crítica – Saída 8

Review – Saída 8
O game Exit 8 é uma mistura de walking simulator com jogo da memória, no qual você precisa caminhar por corredores de uma estação de metrô observando por anomalias nos elementos que compõem o corredor para decidir seu caminho e encontrar a saída. É relativamente simples e pode ser terminado em poucos minutos se você memorizar os elementos do corredor para identificar as pequenas diferenças, mas é algo que poderia render como um terror ou suspense psicológico e é justamente isso que o filme Saída 8 tenta fazer.

Purgatório contemporâneo

A narrativa acompanha um jovem (Kazunari Ninomiya) que se perde na saída de uma estação de metrô e todos os corredores parecem dar no mesmo lugar em um loop infinito. Uma placa o avisa que se ele ver alguma anomalia, ou seja algo que não devia estar ali, nos corredores ele deve voltar e se não anomalias deve seguir adiante. Essa é a única maneira de chegar na saída 8 e finalmente ir embora dali.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Crítica – Invencível: Quarta Temporada

 

Análise Crítica – Invencível: Quarta Temporada

Review – Invencível: Quarta Temporada
Depois de uma excelente terceira temporada, Invencível volta para seu quarto ano com a promessa de um conflito ainda mais intenso conforme a guerra contra os viltrumitas chega ao seu ápice. É mais um ano em que a série consegue equilibrar bem ação sangrenta e o drama de seus personagens.

Guerra iminente

Depois de aparentemente matar Conquista, Mark lida com o fato de que talvez matar seus inimigos de fato resolva seus problemas, algo que deixa seus aliados preocupados. Enquanto isso, Nolan e Allen se preparam para a guerra contra os viltrumitas coletando aliados e itens capazes de enfrentá-los.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Crítica – Consequência

 

Análise Crítica – Consequência

Review – Consequência
Depois de uma competente estreia como diretor no afetuoso longa Anos 90 (2018) e de enveredar no documentário com O Método de Stutz (2022), Jonah Hill retorna à ficção com este Consequência, que tenta construir uma sátira sobre Hollywood e como o medo da suposta “cultura do cancelamento” afeta os artistas.

Turnê de desculpas

A narrativa acompanha o astro Reef Hawk (Keanu Reeves) que tenta retomar a carreira depois de um tempo afastado para tratar seu problema com drogas. Ele é acompanhado de perto pelos dois amigos, Xander (Matt Bomer) e Kyler (Cameron Diaz). Tudo está indo bem para ele, até que seu advogado Ira (Jonah Hill) alerta que um chantagista entrou em contato com ele pedindo uma alta soma de dinheiro para não liberar na internet um vídeo comprometedor de Hawk. Com medo do que pode ser, Hawk resolve listar todas as pessoas que podem ter algo contra ele e parte em busca de fazer as pazes, esperando resolver o problema.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Crítica – The Pitt: 2ª Temporada

 

Análise Crítica – The Pitt: 2ª Temporada

Review – The Pitt: 2ª Temporada
Depois de um excelente ano de estreia acompanhando um grupo de médicos em tempo real ao longo de um plantão, The Pitt retorna para sua segunda temporada investindo ainda mais em explorar o peso que o trabalho em emergências impõe aos profissionais. Em geral é tão bem sucedido quanto a primeira temporada, ainda que não consiga equilibrar tão bem entre seus vários personagens, incluindo algumas figuras novas. Aviso que o texto contem SPOILERS.

Feriado caótico

Se passando dez meses depois da primeira temporada, acompanhamos a equipe de emergência do hospital de Pittsburg em um plantão durante o feriado de quatro de julho, dia da independência dos Estados Unidos. O Dr. Robby (Noah Wyle) está em seu último dia no comando da emergência antes de embarcar em uma viagem de três meses de férias. Ao longo do dia ele irá acompanhar a sua substituta, a Dra. Al Hashimi (Sepideh Moafi), em um plantão cheio de casos tensos. O dia também marca o retorno de Langdon (Patrick Ball), afastado para se tratar de seu vício em drogas, enquanto Whitaker (Gerran Howell) está em seu primeiro dia como médico e não mais como residente. Mel (Taylor Dearden) está tensa em ter que depor em um processo contra o hospital e novos estudantes de medicina chegam no hospital.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Drops – Oi, Sumido!

 

Crítica – Oi, Sumido!

Review – Oi, Sumido!
Fui assistir Oi, Sumido! achando que seria uma comédia sobre relacionamentos envolvendo um casal em sua primeira viagem juntos. Em essência o filme é sobre isso, no entanto, o percurso que ele faz para abordar esses temas caminha por trilhas bem inesperadas.

Confinamento afetivo

A narrativa acompanha o casal Iris (Molly Gordon, de The Bear) e Isaac (Logan Lerman) que faz sua primeira viagem juntos para uma remota casa de campo. Tudo parece correr bem, até que depois da primeira noite juntos Isaac confessa que não tem interesse em namorar Iris. Irritada com a rejeição, ela o mantem algemado na cama e propõe a ele um acordo: se em doze horas não conseguir convencê-lo a namorar, ela o libera. Logicamente as coisas só se tornam mais absurdas a partir daí, principalmente quando Iris se dá conta de que cometeu crime de cárcere privado (Isaac explicando “foi assim que pegaram O.J Simpson” me trouxe risos inesperados) e chama a amiga Max (Geraldine Viswanathan) para ajudar.