Em uma cerimônia apresentada por Conan O’Brien, o Oscar 2026 teve Uma Batalha Após a Outra como seu grande vencedor, levando seis estatuetas, incluindo melhor filme e melhor diretor. Pecadores filme mais indicado da noite, com dezesseis menções, venceu quatro Oscars. O filme brasileiro O Agente Secreto infelizmente não levou nenhuma estatueta e o brasileiro Adolpho Veloso que concorria ao prêmio de melhor fotografia por Sonhos de Trem também não venceu, com Pecadores levando a estatueta e Autumn Durald Arkapaw fazendo história ao se tornar a primeira mulher a vencer na categoria. Na categoria de curta-metragem houve um inesperado empate, com dois filmes recebendo o prêmio, algo que só aconteceu sete vezes ao longo da história da premiação. Por mais que tenha sido uma pena o Brasil não ter levado nada, fico contente com a vitória do filme de Paul Thomas Anderson (que estava na minha lista de melhores filmes do ano passado), um realizador com uma trajetória robusta que desde Magnólia (1999) merecia reconhecimento da Academia.
Apesar de gostar de O’Brien, a cerimônia em si foi morna, com algumas piadas do apresentador não funcionado e um tom estranhamente pouco crítico, tanto dos apresentadores quanto dos vitoriosos que, ao contrário de edições anteriores, como no ano passado, pouco se posicionaram frente aos problemas recentes do país como os ataques ao Irã ou o modo como a ICE lida com os imigrantes. Talvez tenha sido algo proposital para evitar melindrar parte da audiência, mas também baixou a temperatura ao ponto da noite não oferecer muitos momentos memoráveis. Um dos poucos destaques foi o in memoriam, momento em que a Academia presta homenagem aos que faleceram ao longo do último ano. Pela primeira vez em muito tempo esse segmento soou verdadeiramente como uma homenagem afetuosa aos que partiram e não uma vinheta burocrática feita para cumprir protocolo.
Confiram abaixo a lista completa
de indicados com os vencedores destacados em negrito.










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