
O
filme se situa antes dos eventos do primeiro Meu Malvado Favorito (2010) e mostra a busca dos Minions, pequenas
criaturinhas amarelas, em sua busca por um amo maligno a quem servir. A eleita
é a supervilã Scarlet Overkill (Sandra Bullock/Adriana Esteves), mas trabalhar
para ela pode não ser aquilo tudo que eles esperavam.
Além
de ter um fiapo de trama que é relativamente parecido com o que os minions já
faziam na franquia Meu Malvado Favorito
(servir um supervilão), dando de cara a impressão de algo repetido, há também o
problema de que eles não tem absolutamente nenhuma personalidade ou traço que
os defina senão a aparência e assim fica difícil que nos importemos com eles.
Em Meu Malvado Favorito tínhamos os
arcos dramáticos da família de Gru para nos fazer aderir à narrativa, mas aqui
isso simplesmente não existe e não temos qualquer motivo para nos importarmos
com eles a não ser sua inerente fofura e a memória afetiva dos filmes
anteriores. A vilã Scarlet Overkill também não contribui para o nosso engajamento,
já que nunca vai além do estereótipo padrão do supervilão megalomaniáco.
O
que atrapalha, no entanto, é a natureza esquemática da obra, na qual todas as
cenas consistem dos minions serem requisitados a fazer algo e se atrapalharem
durante a realização. Praticamente todas as cenas são variações disso e contam
apenas com um humor físico pouco inventivo e que é telegrafado ao espectador
com minutos de antecedência, de modo que é possível prever praticamente todas
as piadas antes de acontecerem, o que transforma a comédia em um mero exercício
de paciência. Temos alguns bons momentos como o início que mostra os primeiros
"amos" dos Minions e também a convenção de supervilões e é uma pena
que o filme não consiga manter o mesmo ritmo ou inventividade ao longo de sua
duração. As cenas de ação também não funcionam muito bem e carecem da energia
que se espera do universo fantástico e hiperbólico da franquia.
No
fim das contas, o que sobra em fofura neste Minions
falta em encantamento ou ritmo narrativo, resultando em uma experiência
cansativa e arrastada.
Nota:
4/10
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