
Esse segundo filme segue um molde
similar, com a família encabeçada por Mike (Martin Henderson) e Cindy
(Christina Hendricks) chegando a uma isolada casa de campo e sendo
imediatamente perseguida por um trio de encapuzados. A família está em
conflito, aparentemente por conta de uma ação da filha mais nova, e a viagem
seria uma forma deles tentarem resolver os problemas antes que a filha partisse
para um colégio interno.
Todo esse conflito é construído de
maneira bem vaga, nunca explicitando o que exatamente aconteceu, tampouco
fazendo qualquer esforço para transformar esse conflito em um arco dramático
para seus personagens. Uma vez que os estranhos aparecem, todos os problemas
não esquecidos e o texto nunca retorna a abordá-los. Isso nem seria um problema
se houvesse uma tensão bem construída ou mortes chocantes e criativas, mas
mesmo os momentos de terror não impressionam como deveriam.
O filme se apoia muito em sustos
súbitos gratuitos e closes nas máscaras
engraçadinhas usadas pelos assassinos como se essas imagens por si só fossem
capazes de inspirar medo ou tensão. O diretor Johannes Roberts (do fraco Medo Profundo) tenta construir um clima
similar aos filmes de terror oitentistas (em especial os feitos por John
Carpenter), com paisagens enevoadas à meia luz que criam uma atmosfera
sinistra, e até mesmo a fonte do título nos créditos iniciais remete a algo
feito na década de oitenta. A estética, no entanto, não tem força para carregar
o filme sozinha.
A tensão só começa a funcionar
nos últimos minutos, a partir de um confronto em uma piscina iluminada sob
luzes neon. A partir desse segmento a trama finalmente entrega a urgência que vinha faltando até então e há uma inegável catarse ao ver os membros
restantes da família tentando virar o jogo em cima dos assassinos, mas esses
poucos momentos não são o suficiente para fazer o filme valer à pena.
Superficialidade é que define Os Estranhos: Caçada Noturna. Com personagens
rasos, momentos de terror pouco inspirados, pouco impactantes e que não tem
muito a dizer sobre esses clichês cansados, o filme acaba desperdiçando sua boa
construção estética.
Nota: 5/10
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