Mar adentro
Na trama, Moana (voz de Auli’i Cravalho) se torna a exploradora de sua vila e é incumbida de encontrar uma ilha mítica que teria sido escondida pelo deus Nalo (voz de Tofiga Fepulea'i). Essa ilha seria capaz de apontar as rotas para todos os povos que vivem no mar e unir as populações. Para alcançar a ilha, Moana mais uma vez busca a ajuda do semideus Maui (voz de Dwayne “The Rock” Johnson).
É tudo muito protocolar, estabelecendo uma viagem, com riscos claros e uma série de obstáculos para os personagens superarem. O problema é que tudo isso carece de estofo. Ninguém tem qualquer arco dramático para além de encontrar a ilha. Moana, Maui ou os unidimensionais membros da tripulação passa por qualquer aprendizado ou transformação significativa. Não ajuda que Nalo seja um antagonista que se resume a invocar tempestades para atrapalhar o progresso dos heróis, raramente aparecendo em cena ou construindo qualquer antagonismo mais direto com os protagonistas.
As canções são competentes, embora nenhuma consiga ser tão memorável ou impactante quanto as canções do primeiro filme. Há momentos de humor e de encantamento, principalmente com a condução de algumas cenas de ação e do visual de algumas criaturas e ambientes marinhos que os personagens visitam. Do mesmo modo, a amizade entre Moana e Maui, bem como a relação entre a protagonista e a avó gera breves momentos de emoção genuína que mostram como o filme tinha potencial. Isso, no entanto, não é suficiente para elevar Moana 2 para além de uma continuação caça-níqueis que se acomoda em repetir palidamente o que foi feito no primeiro.
Nota: 5/10
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