A Academia de Artes e Ciências
Televisivas dos EUA divulgou hoje os indicados ao Emmy 2017. A premiação, que
visa celebrar os melhores da televisão, acontecerá no dia 17 de setembro e será
apresentada por Stephen Colbert, sendo exibida no Brasil pelo canal a cabo TNT.
Sem Game of Thrones, já que a nova
temporada só estreia no 16 de julho e portanto está inelegível para concorrer
este ano, quem dominou as indicações foi a primeira temporada de Westworld, também da HBO. Stranger Things da Netflix também
recebeu uma quantia considerável de menções. Confiram os indicados abaixo.
quinta-feira, 13 de julho de 2017
Conheçam os indicados ao Emmy 2017

sexta-feira, 7 de julho de 2017
Crítica - Castlevania: 1ª Temporada
Confesso que fui pego de surpresa
com o anúncio de que a Netflix faria uma série animada baseada na famosa série
de games Castlevania e me aproximei
dessa primeira temporada sem saber o que esperar. O resultado me surpreendeu
positivamente pela construção de um universo implacável e por não economizar na
violência.
A trama se passa na Valáquia (uma
região que hoje faz parte da Romênia) do século XV. O conde Vlad Drácula Tepes
(voz de Graham McTavish) se apaixona por uma mulher humana e decide viver ao
lado dela como humano. Durante uma de suas viagens, sua esposa acaba capturada
pela Igreja e queimada como bruxa por acharem que seu conhecimento científico
era feitiçaria. Isso desperta a ira de Drácula, que decide convocar um exército
de demônios para eliminar a raça humana. O único que talvez possa impedi-lo é
Trevor Belmont (voz de Richard Armitage), o último de uma linhagem de caçadores
de monstros que agora vagueia a esmo pela Valáquia depois que sua família
perdeu tudo e foi considerada herege pela Igreja.

terça-feira, 4 de julho de 2017
Crítica - Homem-Aranha: De Volta ao Lar
Depois de uma estreia promissora
no universo Marvel com sua ponta em Capitão América: Guerra Civil (2016), era inevitável que o Homem-Aranha recebesse seu
próprio filme. A divulgação do filme, no entanto, não trazia muita confiança
graças ao seu excesso de ênfase na presença do Tony Stark (Robert Downey Jr), quase
fazendo parecer que Peter Parker (Tom Holland) seria um coadjuvante em seu
próprio filme. Ainda bem que nesse caso os trailers e pôsteres não refletiam o
produto final e Parker é de fato o dono de sua própria história e Stark aparece
relativamente pouco.
A trama se passa alguns meses
depois dos eventos de Guerra Civil,
com Peter retornando a sua escola depois de ter experimentado o
"gostinho" de estar ao lado dos heróis que tanto admira. Logicamente,
ele não consegue se acostumar a ser apenas um estudante colegial e fica ansioso
por sua próxima missão ao lado dos Vingadores. Quando uma nova aventura não
aparece, ele decide patrulhar as ruas de Nova Iorque por conta própria e
esbarra na gangue liderada pelo perigoso Abutre (Michael Keaton) que trafica
armas avançadas feitas com a sucata recuperada das batalhas dos Vingadores e
outros heróis. Tony Stark alega que o vilão pode ser demais para um herói
novato como o Homem-Aranha, mas Peter decide provar seu valor.

segunda-feira, 3 de julho de 2017
Crítica - Eu, Deus e Bin Laden
O cinema hollywoodiano já
produziu inúmeras histórias sobre um homem sozinho, lutando contra um grupo de
vilões e tentando fazer a diferença. Este Eu,
Deus e Bin Laden não é uma dessas histórias, embora seu protagonista creia
que seja e é daí que vem a graça do filme.
A trama é baseada na história
real de Gary Faulkner (Nicolas Cage), um homem de meia idade do interior dos
EUA que diz que Deus (Russell Brand) lhe incumbiu de capturar Osama Bin Laden.
Faulkner então compra uma espada e uma passagem só de ida para o Paquistão e
decide caçar o líder terrorista.
Nicolas Cage traz uma energia
insana para Faulkner, um sujeito largado e delirante com sua barba desgrenhada
e cabelos sebosos. O ator usa uma voz extremamente anasalada e uma cadência
incessante para a fala do personagem, fazendo-o soar como alguém inoportuno e
inconveniente. Através da verborragia do personagem, Cage também deixa claro o
quanto ele se sente solitário (ele fala daquele modo porque não tem lá muito
traquejo social) e a extrema necessidade de aprovação que ele tem. Não é um
protagonista fácil de torcer, mas a ideia parece ser exatamente transformá-lo
em uma caricatura e expor ao ridículo sua conduta, afinal de contas,
considerando as ações do sujeito, não dá para realmente levá-lo a sério.

quinta-feira, 29 de junho de 2017
Drops - Fica Comigo e Betting on Zero
Nosso Drops de hoje fala brevemente de dois filmes que chegaram ao Brasil
direto pela Netflix. Um é a produção original do próprio canal de streaming, Fica Comigo e outra é o documentário Betting on Zero, que trata da Herbalife.
Labels:
Documentário,
Drops,
Suspense

quarta-feira, 28 de junho de 2017
Crítica - Okja
Depois da ótima ficção-científica
Expresso do Amanhã e suas ponderações
sobre as relações de poder que pautam a sociedade, o diretor Bong Joon-Ho volta
a flertar com ficção-científica para produzir um comentário social neste Okja. Dessa vez ele volta suas atenções
para a indústria alimentícia através de uma típica história sua uma criança e
seu animal/criatura de estimação.
A trama se passa em um futuro
próximo, quando uma empresa, liderada por Lucy Mirando (Tilda Swinton),
descobre uma nova espécie de leitão gigante, que requer pouco alimento e deixa
pouca excreção. O animal tem potencial de revolucionar a pecuária e como
estratégia de divulgação, a empresária espalha seis espécimes em 26 países ao
redor do mundo para que em dez anos, quando os animais estiverem crescidos,
decidam qual o melhor e façam uma grande apresentação do animal. Dez anos
depois, a garota Mikha (Seo-Hyun Ahn) vive nas montanhas da Coreia do Sul ao
lado do avô e sua superleitoa Okja. Quando Okja é declarada a vencedora da
competição Mikha acaba indo junto para Nova Iorque, mas se vê no meio do embate
entre a empresa de Mirando e um grupo de ativistas por direitos dos animais.
Labels:
Crítica,
Drama,
Ficção Científica

terça-feira, 27 de junho de 2017
Crítica - Meu Malvado Favorito 3

O filme começa com Gru (Steve
Carell/Leandro Hassum) e Lucy (Kriten Wiig/Maria Clara Gueiros) sendo
demitidos de seus empregos depois de falharem em capturar o ex-astro infantil e
atual supervilão Balthazar Bratt (Trey Parker, um dos criadores de South Park/Evandro Mesquita). Sem
emprego, Gru começa a planejar uma maneira de capturar o vilão e retomar seu
posto, mas tudo muda quando ele é contatado por seu irmão gêmeo perdido, Dru
(também Carell/Hassum), que deseja se reconectar com ele.
Só por essa sinopse acima já dá
para perceber que tem tramas suficientes para sustentar dois filmes
ensanduichadas em um filme só. Como se isso não fosse o bastante, ainda dá
várias subtramas a personagens coadjuvantes sem que estas acrescentem nada à
narrativa principal. Assim, acompanhamos Lucy tentando ser uma mãe melhor,
Agnes tentando encontrar um unicórnio de verdade e os Minions procurando um
novo vilão para servir. Tudo bem que Agnes é incrivelmente fofa e os Minions
são uma das coisas mais divertidas do filme (mais do que no filme solo deles,
inclusive), mas todas essas tramas poderiam ser descartadas sem prejudicar em
nada a história principal e considerando que o filme tem apenas noventa
minutos, o que sobra é muito pouco.

sexta-feira, 23 de junho de 2017
Crítica - GLOW: 1ª Temporada

A narrativa acompanha Ruth
(Alison Brie) uma atriz desempregada e sem dinheiro que aceita participar de um
teste de elenco que pede garotas exóticas. Chegando no teste ela encontra o
diretor Sam Sylvia (Marc Maron) e descobre que ele está selecionando lutadoras
para um programa de luta-livre (ou wrestling)
todo protagonizado por mulheres (GLOW é uma sigla para"Gorgeous Ladies Of Wrestling", algo como "belas mulheres do wrestling" em português). Como não tem outra opção, ela aceita o
trabalho e aos poucos vai passando a gostar do ofício. As coisas se complicam
quando uma antiga amiga de Ruth, Debbie (Betty Gilpin), se junta como estrela
do show, já que Ruth dormiu com o marido de Debbie.
A série, produzida por Jenji
Kohan (criadora de Orange is the New Black) usa da história das lutadoras para falar, com uma boa dose de humor,
de temas como o protagonismo feminino, o machismo no ramo do entretenimento e
também sobre os problemas causados por representações estereotipadas na ficção.
No episódio final, por exemplo, Arthie (Sunita Mani) entra para lutar vestida
de terrorista, provocando a ira do público que joga latas no ringue, ferindo
ela e outras lutadoras. A ideia é mostrar como o reforço através da mídia de
certas impressões sobre uma determinada população pode indiretamente estimular
o ódio e a agressividade contra essas minorias. O roteiro também é esperto ao
perceber como as narrativas criadas por esses programas de luta livre, seus
mocinhos e vilões, se assemelham muito às tramas de melodramas folhetinesco ou
telenovelas, apenas usando o formato de luta para vender essas tramas a um
público masculino.

quarta-feira, 21 de junho de 2017
Crítica - Better Call Saul: Terceira Temporada
O final da segunda temporada de Better Call Saul deixava um gancho que
poderia significar uma investida de Chuck (Michael McKean) contra Jimmy (Bob
Odenkirk) e tendo Breaking Bad no
retrovisor sabemos que eventualmente os dois se afastariam, afinal Saul
Goodman nunca mencionava o irmão. Essa terceira temporada cumpre a promessa
deixada na anterior com louvor e ainda traz desenvolvimentos importantes para
Mike (Jonathan Banks). A partir desse ponto SPOILERS são inevitáveis.
A trama começa no ponto em que a
temporada anterior encerrou. Chuck tem uma gravação de Jimmy confessando um
crime, mas sabe que ela é legalmente inadmissível, então resolve montar um
ardil para torná-la admissível. Ele induz seu assistente a contar tudo para
Jimmy, que invade a casa de Chuck para destruir a fita. Chuck, juntamente com
Hamlin (Patrick Fabian), o pegam com a mão na massa, denunciando-o por invasão
de propriedade, tornando a fita uma prova material do crime. Chuck deseja então
usar a fita para cassar a licença de advogado de Jimmy. Ao mesmo tempo, Mike
começa a receber recados anônimos dizendo simplesmente "não" e
logicamente o operativo tenta descobrir quem o está seguindo e o que quer dizer
esse "não".

terça-feira, 20 de junho de 2017
Crítica - Ao Cair da Noite

A família composta por Paul (Joel
Edgerton), sua esposa Sarah (Carmen Ejogo) e seu filho adolescente Travis
(Kevin Harrison Jr). O cotidiano da família é interrompido mais uma vez quando
um homem, Will (Christopher Abbott) tenta invadir a casa deles. Ao descobrir
que ele apenas buscava mantimentos para sua família, Paul decide convidá-los
para morar em sua casa. Se de início a convivência parece pacífica, aos poucos
a paranoia em relação à misteriosa epidemia deixa os nervos de todos a flor da
pele.

Assinar:
Postagens (Atom)