sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Piores filmes de 2024

 

Lista Piores filmes de 2024

Em 2024 eu me preservei mais, evitei muitos filmes ruins. Talvez por ter sido um ano difícil no plano pessoal e não estava com cabeça para ver certas coisas com cara de bomba. Ainda assim, é inevitável o contato com produções ruins e experiências negativas no cinema, inclusive porque penso que filmes ruins também tem um valor pedagógico, servindo como ótimos exemplos do que não fazer ou do que acontece quando se ignora certos procedimentos ou técnicas de realização audiovisual. Como aconteceu com minha lista de melhores filmes de 2024, levei em consideração as produções que foram lançadas comercialmente no Brasil ao longo do ano de 2024.

 

10) Madame Teia 

Piores filmes de 2024 - Madame Teia

Um dos filmes mais vilipendiados do ano Madame Teia é uma produção tão equivocada, tão problemática em todos os níveis, tão distante de qualquer convenção de qualidade dramatúrgica ou conduta humana que se torna acidentalmente hilário. É como assistir um filme de super-herói escrito e dirigido pelo Tommy Wiseau (de The Room), sendo divertido pelas razões erradas. Justamente por ter me feito rir que está na última posição da lista.

 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Crítica – Aqui

 

Análise Crítica – Aqui

Review – Aqui
Eu nunca gostei muito da expressão “tal coisa é um personagem” para qualificar a importância em um filme de algo que claramente não é um personagem. Dizer que “a casa é um personagem” ou “a música é um personagem” é um chavão genérico que não contribui para que expliquemos porque esse elemento de imagem/som se destaca ou ocupa uma posição tão central dentro de uma produção. Sim, objetos podem ser personagens, desde que ajam como tal, a exemplo de Memórias de um Liquidificador (2010) no qual o eletrodoméstico é um personagem de fato. A questão é que na maioria dos casos essa expressão é usada para qualificar elementos estéticos que claramente não ocupam essa função.

Feridas do tempo

Dirigido por Robert Zemeckis, Aqui meio que parte da ideia de que “a casa é um personagem” ao situar toda a sua trama em um único espaço ao longo de séculos e o resultado vai na contramão dessa ideia, com o espaço fazendo pouca ou nenhuma diferença no esquema geral da produção.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Crítica – Conclave

 

Análise Crítica – Conclave

Review – Conclave
Confesso que não imaginei que um filme focado no que é basicamente o TSE do Vaticano conseguiria me manter tão interessado, mas é exatamente isso que Conclave, novo filme de Edward Berger (responsável por Nada de Novo no Front), faz. Claro, o foco é mais nas intrigas da votação do que na burocracia em si, analisando as disputas de poder que ocorrem no coração da fé católica.

Eleição disputada

A trama é centrada no cardeal Lawrence (Ralph Fiennes), reitor da Santa Sé que fica incumbido de organizar o Conclave depois da morte do Papa. Com o colegiado dos cardeais isolados eles precisam votar para eleger um novo Papa. A votação, porém, não é um debate pacífico, com diferentes correntes disputando supremacia no pleito, segredos do passado trazidos à tona e até o surgimento de novas figuras, como o misterioso cardeal Benitez (Carlos Diehz), cuja nomeação foi feita em segredo pelo falecido Papa anterior e sua chegada na eleição desperta curiosidade quanto à sua legitimidade e intenções em relação ao pleito.

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Crítica – Maria Callas

 

Análise Crítica – Maria Callas

Review – Maria Callas
Terceira biografia dirigida pelo chileno Pablo Larraín depois de Jackie (2016) e Spencer (2021), Maria Callas conta a história da famosa cantora de ópera de origem grega. Como as outras biografias de figuras históricas femininas dirigidas por Larraín, é um filme que acerta ao tentar entender a subjetividade de sua biografada, embora este seja o mais fraco da trilogia do diretor.

Vida em revisão

A narrativa acompanha os últimos dias de Maria Callas (Angelina Jolie) vivendo uma existência solitária em seu apartamento em Paris. Ela passa os dias isolada, se enchendo de medicamentos que mexem com sua cognição e a fazem imaginar que está sendo entrevistada para um documentário. Esses delírios são uma maneira do filme nos deixar imersos no ponto de vista da protagonista, alguém que há muito já passou do seu ápice e agora se encontra em uma profunda depressão por conta de problemas de saúde que a impedem de cantar. Ao mesmo tempo, essa escolha também tenta servir como uma metalinguagem para as estruturas típicas de cinebiografias.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Crítica – Sol de Inverno

 

Análise Crítica – Sol de Inverno

Review – Sol de Inverno
Segundo longa-metragem do realizador japonês Hiroshi Okuyama, Sol de Inverno é uma história sobre amadurecimento e desilusão. O diretor narra essa história com um ritmo bastante deliberado e um olhar contemplativo diante de seus personagens conforme eles navegam pelos relacionamentos entre si.

Você é meu sol

A trama acompanha Takuya (Keitatsu Koshiyama), um garoto tímido e levemente gago que não tem muita aptidão para esportes, mas que tenta participar das ligas de sua cidade para acompanhar os amigos. Um dia ele se encanta por Sakura (Kiara Takanashi), uma jovem patinadora que está treinando para ser profissional. O técnico de Sakura, Arakawa (Sōsuke Ikematsu), ele próprio um ex-campeão de patinação, crê que Sakura e Takuya podem funcionar bem como uma dupla e que trabalhar em equipe pode ser bom para Sakura.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Crítica – Comando das Criaturas

 

Análise Crítica – Comando das Criaturas

Review – Comando das Criaturas
Primeiro produto do novo universo DC capitaneado por James Gunn, a série animada Comando das Criaturas traz vários personagens de quarta ou quinta categoria da DC para fazer o que Gunn faz de melhor, dar camadas a esses vilões que nas mãos de outras pessoas seriam buchas de canhão para os heróis baterem, mas aqui viram indivíduos com várias camadas e razões compreensíveis para que suas vidas os tenham levado para o rumo que tomaram.

Circo de aberrações

A narrativa começa quando Amanda Waller (Viola Davis) precisa montar uma nova equipe clandestina para agir contra uma ameaça na remota nação do Pokolistão e proteger a governante local, a princesa Ilana (Maria Bakalova). Como o uso de prisioneiros se tornou controverso depois dos eventos na ilha de Corto Maltese em O Esquadrão Suicida (2021), Waller decide empregar seres que não seriam considerado “humanos”, colocando Rick Flag Sr (Frank Grillo) para comandar um grupo de criaturas formado pela Noiva (Indira Varma), o Robô Recruta (Sean Gunn), Dr. Fósforo (Alan Tudyk), Nina Mazurski (Zoe Chao) e o Doninha (Sean Gunn).

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Melhores filmes de 2024

Best movies of 2024

Em 2024 eu me preservei mais, evitei muitos filmes ruins. Talvez por ter sido um ano difícil no plano pessoal e não estava com cabeça para ver certas coisas com cara de bomba. Por outro lado, vi muita coisa que me agradou bastante ao ponto em que foi um dos anos mais difíceis em termos de organizar a lista dos dez melhores e senti que precisaria fazer algumas menções honrosas para ser justo com alguns filmes que mereciam atenção. Como fiz em outros anos minha lista leva em consideração filmes que foram lançados comercialmente no Brasil (em cinema ou streaming) ao longo de 2024.

  

10)           Jurado Nº2

 

Melhores filmes de 2024 - Juror Number 2

Porque diferenciar o que é certo e o que é conveniente nem sempre é fácil

 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Crítica – Bagagem de Risco

 

Análise Crítica – Bagagem de Risco

Review – Bagagem de Risco

Um dos filmes mais divertidos da parceria entre o diretor Jaume Collet-Serra e o ator Liam Neeson foi Sem Escalas (2014), um thriller que aproveitava bem o espaço confinado de um avião em pleno voo para construir tensão. O realizador volta ao ambiente de aeroporto neste Bagagem de Risco, produzido pela Netflix, mas o resultado não é tão legal.

Terminal em risco

A trama é protagonizada por Ethan (Taron Egerton), um funcionário da segurança do aeroporto de Los Angeles. É véspera de Natal e o terminal está cheio de gente tentando viajar. Em meio ao caos ele recebe a ligação de um estranho (Jason Bateman) avisando que ele precisa deixar passar um passageiro com uma bagagem com fita vermelha independente do resultado do raio-x, caso contrário o estranho irá matar a namorada de Ethan, Nora (Sofia Carson).

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Crítica – Sonic 3: O Filme

 

Análise Crítica – Sonic 3: O Filme

Review – Sonic 3: O Filme
O sucesso de Sonic: O Filme (2020) foi um dos raros casos em que um bando de nerds raivosos de internet conseguiu tornar algo melhor ao substituir o bizarro visual fotorrealista do ouriço veloz por algo mais cartunesco e próximo do seu design nos games. Mesmo não sendo grande coisa, o filme arrecadou o bastante para justificar uma continuação em Sonic 2: O Filme (2022) que melhorou um pouco em relação ao anterior, ainda que sofresse com parte dos mesmos problemas. Agora chegamos a este Sonic 3: O Filme que entrega algo superior aos anteriores e se continuarmos a progredir nesse nível talvez tenhamos um filme do Sonic realmente excelente lá pelo sexto ou sétimo filme.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Crítica – Babygirl

 

Análise Crítica – Babygirl

Review – Babygirl
Os trailers de Babygirl não me deixaram muito curioso pelo filme, soando como uma versão da A24 da franquia 50 Tons de Cinza. Felizmente o produto final não é isso, entregando um estudo sobre sexualidade, poder, liberdade e culpa que se sustenta principalmente pela performance de Nicole Kidman.

Desejo e controle

A trama é protagonizada pela executiva Romy (Nicole Kidman), que preside uma crescente empresa de automação de processos. Ela e o marido são casados há quase vinte anos, mas ela não parece sentir prazer com ele, sempre indo assistir pornô de sadomasoquismo depois do sexo para realmente se satisfazer. Ela tem a chance de viver suas fantasias quando conhece o jovem estagiário Samuel (Harris Dickinson), que parece perceber o desejo da empresária em ceder controle. Aos poucos eles se aproximam e começam um tórrido romance que ameaça os negócios e o casamento de Romy.