
Em entrevista à revista Wired sobre o filme Avatar(que não é uma adpatação do desenho animado), o diretor James Cameron, que escreveu e dirigiu os dois primeiros filmes do Exterminador do Futuro, comentou um pouco mais a respeito do novo filme da franquia:
"Não estou envolvido com A Salvação. Nunca li o roteiro e tenho certeza que acabarei pagando 10 paus para ver como todo mundo"O que na prática significa:
[Tradutor boêmio on] "Quero o máximo de distância possível dessa bosta e vou ver no cinema só pra dar risada do mico que vai ser"
[Tradutor boêmio off]
E como não tem relação com os novos filmes, Cameron lembrou um pouco de como criou os filmes:
"Quando escrevi o primeiro filme, em 1982, estava apenas trabalhando minhas preferências de criança. Eu cresco com filmes e literatura de ficção científica. Em quase todas elas havia alertas... sobre tecnologia, ciência, os militares e o governo. Você não conseguia escapar desses temas e do medo do holocausto nuclear. Essas histórias funcionam em um nível simbólico e é por causa disso que as pessoas se conectam com elas. Elas são sobre nós mesmos tentando enfrentar nossa tendência de desumanização" Uma pena que o McG não vai ler isso, talvez assim ele entendesse que Exterminador do Futuro não pode ser resumido a cenas de ação com robôs de CGI. Colocando o filme no "futuro" ele está matando todo o simbolismo dos outros dois filmes. Do mesmo modo, o personagem do Exterminador era um simbolismo para a perda da humanidade que nos acomete nessa pós-modernidade em que vivemos, fato evidenciado pelo monólogo de Sarah Connor no segundo filme ao ver o andróide com seu filho:
"Aquela máquina foi o melhor dos pais que ele teve. Jamais o abandonaria, jamais lhe negaria atenção, jamais ficaria bêbado e bateria nele. Num mundo insano, essa era a escolha mais sensata". É uma pena ver Hollywood transformar filmes tão ricos numa franquia que certamente se resumirá a tiros e explosões.